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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Projetar Pessoas por André Barcaui


 
 
 
 
1-Perfil do Entrevistado:
 

André Barcaui, consultor com mais de 15 anos de experiência gerencial, psicólogo clínico com formação em terapia cognitivo-comportamental e ex-executivo de grandes empresas (IBM, HP, ESI). 
Certificado Master Coach pelo Behavioral Coaching Institute, PMP pelo Project Management Institute, Doutor em Administração pela UNR e Mestre em Sistemas de Gestão pela UFF. 
Coordenador dos MBAs de Gerência de Projetos e Gestão Estratégica de Tecnologia da Informação pela FGV-RJ. 
Palestrante internacional e autor de diversos artigos e livros na área gerencial/comportamental, dos quais se destacam "Gerente também é Gente" e "PMO - Escritórios de Projetos, Programas e Portfólio" pela Ed.Brasport e "Gerenciamento de Tempo em Projetos" pela FGV Management. 
 
2-Para você o que é Projetar Pessoas?

Projetar pessoas está necessariamente relacionado a ajudá-las a tirar o melhor de si mesmas. 
Para tanto, é preciso auxiliá-las também quanto ao auto-conhecimento, valores e pontos fortes, de forma a catalisar o que as diferencia e fortalecer seu lado emocional e comportamental em direção aos objetivos de vida e trabalho almejados.


 3- Conte uma vivência aonde você foi projetado enquanto pessoa, ou cite uma situação em que você pôde contribuir para a projeção de uma pessoa:
Me considero um afortunado sob vários aspectos. 
Dentre eles as pessoas que a vida me apresentou, que tive e/ou tenho a chance de conviver e trabalhar. 
Em primeiro lugar cito meu pai. Exemplo número um p/mim enquanto homem honesto, digno, extremamente inteligente, com valores fortes, mas ao mesmo tempo, leve, de excepcional bom humor e um amante da vida no sentido stricto-sensu. Aprendo com ele desde que nasci. 
Minha filha, apesar de mais nova, também me ensina todos os dias a olhar a vida sob um outro prisma, de uma outra geração e com uma sabedoria invejável sob vários aspectos. No âmbito profissional (que acaba influenciando também no pessoal), mesmo correndo risco de ser injusto, tive a chance de conhecer e aprender com pessoas como: Paulo Ferrucio, Evanir Philipi, Edson Pereira, Lynn Smith, dentre outros. 
Tive chefes excepcionais e alguns nem tanto. 
Mas mesmo as experiências negativas nos ensinam. 
A experiência é sempre válida e cabe a nós tirar proveito das contingências que a vida apresenta.

 4-Passe uma mensagem para o Projetando Pessoas

Não sou muito bom de mensagens e nem gosto de usar frases prontas, mas neste caso vou abrir uma exceção e citar o teólogo americano: "Deus me dê serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar o que posso, e sabedoria para saber a diferença".

 5-Sugira o que gostaria de encontrar no blog Projetando Pessoas no próximo ano do blog
Acho que é sempre interessante discutir a projeção de pessoas sob a ótica das diferentes gerações, dificuldades, oportunidades e desafios em cada momento da vida. 
Como utilizar a emoção de cada um, da melhor forma, no sentido do atingimento de objetivos.

______________
André Barcaui
Coordenação Acadêmica 
FGV-RJ

É com muito orgulho que recebo Barcaui no Projetando Pessoas!!
Tive a honra de atuar em parceria com esse grande executivo, ainda nos tempos em que ele trabalhava numa das grandes multinacionais citadas por ele nesse post. Ele como fornecedor e eu como cliente.
Foi um projeto e tanto!
Depois quando ele ousou mudar o rumo de sua carreira, fiquei observando sua trajetória com muita admiração e celebrando a distância cada uma de suas conquistas.
Tenho hoje um exército de profissionais, amigos, componentes de times que gerenciei e ou gerencio, que têm por Barcaui respeito de MESTRE, quase idolatria!
Para quem sonha em voar outros vôos, sua história é um Case de Sucesso!
André Barcaui fiquei muito feliz em poder contar com seu testemunho de projeção de carreira, de vida e de pessoas!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Há limite?

De: Você S.A.
Por: Anne Dias
Em: 21/07/2010
Assunto: Qual será o limite para os funcionários trabalharem?

"As empresas parecem procurar por essa resposta desde que inseriram as palavras downsizing (enxugamento de pessoal) e reengenharia no jargão de RH no início dos anos 1990.

Segundo Christina de Paula Leite, professora da FGV-Eaesp, até os anos 1980, 30 cargos separavam um operário do presidente da empresa.

Hoje, entre as duas pontas há seis níveis hierárquicos.
No Brasil, o desequilíbrio de forças entre patrão e empregado é ainda maior por causa do enfraquecimento das leis trabalhistas e da alta taxa de desemprego.

"Estamos passando por uma revolução tão profunda quanto a Revolução Industrial", diz Nelson Mannrich, advogado trabalhista e professor da USP.

Nessa revolução, a produtividade é medida minuto a minuto, incansavelmente.
E ninguém sabe ao certo onde isso vai dar.

Na Inglaterra, uma em cada seis pessoas empregadas trabalha pelo menos 60 horas por semana.

Há dois anos, essa proporção era de uma em oito.

Ou seja, no mundo todo está cada vez mais difícil encerrar o expediente a tempo de jantar com a família.
As pessoas não conseguem planejar o próprio futuro.
O headhunter Luiz Carlos de Queirós Cabrera, sócio da PMC e professor da FGV, em São Paulo, faz uma analogia que resume bem o que está acontecendo com o mercado de trabalho.

Ele costuma dizer que nossas empresas são como um time de futebol que viu as regras mudarem no meio do jogo.

Para vencer, é preciso ter uma equipe mais agressiva, com um olho na bola e o outro no placar.
"As pessoas estão tirando fôlego do fundo da alma para manter a empolgação de antes", afirma Luiz Carlos.

E qual será o resultado?

"Se as empresas não encontrarem uma saída, haverá uma queda abrupta nos balanços financeiros, e isso será estrutural."

Na área operacional das empresas, há anos os computadores se mostraram mais eficientes e rápidos do que muitos operários.

Mas há estudiosos que não costumam associar tecnologia ao desemprego.

"Quando se perde uma vaga numa fábrica, se ganha outra em serviços', diz o consultor Marcio Pochmann, especialista no estudo do trabalho.

Em meio a tanta pressão, quem decide repensar a carreira pode chegar a uma conclusão estarrecedora.

"As pessoas não conseguem planejar o futuro e ficam apavoradas", diz Vicky Bloch, coach e consultora de carreira.

Trocar de emprego nem sempre é uma solução.

A cobrança por resultado é basicamente a mesma em todas as empresas.

O que muda é a maneira como ela é feita — e você pode ter um papel fundamental na transformação da própria realidade.

Os especialistas dão os seguintes conselhos:
4 PASSOS PARA DIMINUIR A PRESSÃO NO TRABALHO E PLANEJAR SEU FUTURO:



1 APRENDA A NEGOCIAR:

Se o chefe é truculento, dê sinais de que você prefere conversar com calma até chegar a uma solução viável.

João Lins, especialista em recursos humanos, sócio da consultoria PricewaterhouseCoopers, acredita que há cada vez mais espaço para negociação nas empresas.

"Vivemos num mundo de interdependência.

As companhias dependem de profissionais motivados, que por sua vez dependem delas para sobreviver e se realizar profissionalmente", diz.
2 SAIBA DIZER "NÃO":

A administradora de empresas Débora Spanholeto, de 29 anos, de Campinas (SP), descobriu um jeito de dizer que está atolada de trabalho.

"Quando vejo que não vou dar conta, pergunto a meu chefe qual é a prioridade", diz.

"Meu limite é a cobrança exagerada.

Quando isso acontece, tento me organizar.
" Ela é bastante disciplinada e identificou seu limite, aquela linha tênue que separa a alegria de um dia carregado de tarefas motivadoras daqueles cheios de pressão excessiva.

Na hora de dizer "não", os especialistas recomendam: evite frases do tipo "Não aguento mais", "Estou com muito trabalho" ou "Não tenho tempo de tocar mais um projeto".

"Todo chefe prefere que os funcionários apresentem o problema e uma ou duas soluções viáveis", diz Regina Madalozzo, professora do Insper São Paulo e especialista em mercado de trabalho.

3 DIVIDA RESPONSABILIDADES:

Se ultimamente você tem sentido dores pelo corpo e as pessoas à sua volta passaram a reclamar do seu mau humor e intolerância, fique atento.

Pode ser um sinal de que a pressão no trabalho esteja invadindo a vida particular.

"Aprenda a delegar, negocie projetos, redistribua a carga de trabalho", ensina Joel Dutra, professor da Fundação Instituto de Administração, de São Paulo.

A princípio pode parecer difícil confiar um projeto ao colega do lado.

Mas lembre-se que você pode continuar no comando sem centralizar todas as etapas.

4 MANTENHA-SE MOTIVADO

A consciência de que funcionários cansados e desmotivados fazem mal para os negócios já chegou a algumas empresas.

Na multinacional Procter & Gamble a reação veio na forma de um plano de carreira capaz de dar perspectiva de longo prazo.
"Sempre perguntávamos aonde o funcionário queria chegar e deixávamos claro como ele poderia crescer", diz Monica Santos Longo, ex-gerente de recursos humanos da empresa.

Infelizmente, companhias assim ainda são exceção.

Porém, o exemplo sinaliza que há uma alternativa que concilia o desejo das pessoas com o lucro.

Esse modelo de negócios requer uma nova relação de trabalho.

Como qualquer transição, não se trata de um momento fácil ou confortável para os envolvidos.

O jeito é ter muita paciência para negociar o que se deseja."


ProjetandoPessoas na lista dos TOP100 do Prêmio TOP BLOG 2011!
E foram mais de 1.000 blogs nesse 1o. turno!!
Agora no 2o. Turno, como nas eleições presidenciais, começa tudo de novo na votação!
Conto com seu voto!!!! Clique no selo do prêmio! Confirme seu voto!
Divulgue o blog e o concurso, me ajude a chegar nos TOP 3 !!!!!
Agradeço ao estímulo diário através das visitas, comentários e feedbacks!
http://projetandopessoas.blogspot.com//