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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Ensine-nos a Elegância

foto google


A elegância normalmente é confundida com superficialidade e aparência.
Nada mais errado que isso.
Algumas palavras são elegantes, outras conseguem ferir e destruir, mas todas são escritas com as mesmas letras.
Flores são elegantes, embora escondidas em ervas do campo.
A gazela que corre é elegante, embora esteja fugindo do leão.
A elegância não é uma qualidade exterior, mas uma parte da alma que é visível aos outros.
E mesmo nas paixões mais turbulentas, a elegância não deixa que os verdadeiros laços de união entre duas pessoas sejam rompidos.
Ela não está nas roupas que usamos, e sim na maneira como a usamos.
Ela não está na maneira como empunhamos a espada, mas no diálogo que podemos evitar uma guerra.

A elegância é atingida quando todo o supérfluo é descartado, e descobrimos a simplicidade e a concentração: quanto mais simples e mais sóbria a postura, mais bela ela será.

E o que é a simplicidade? É o encontro com os verdadeiros valores da vida
.
A neve é bonita porque tem apenas uma cor.
O mar é bonito porque parece uma superfície plana.
O deserto é belo porque parece apenas um campo de areia e rochas.
Mas, quando nos aproximamos de cada um deles, descobrimos como são profundos, íntegros , e conhecem suas qualidades.

As coisas mais simples da vida são as mais extraordinárias. Deixe que elas se manifestem.

Olhai os lírios do campo: não tecem nem fiam. E, no entanto, nem Salomão, nem toda a sua glória, se vestiu com eles.

Quanto mais o coração se aproxima da simplicidade, mais ele é capaz de amar sem restrições e sem medo.
Quanto mais ele ama sem medo, mais capaz é de demonstrar elegância em cada pequeno gesto.

A elegância não é uma questão de gosto. Cada cultura tem uma maneira de ver a beleza, que muitas vezes é completamente diferente da nossa.
Mas em todas as tribos, em todos os povos, há valores que demonstram a elegância: hospitalidade, respeito, delicadeza nos gestos.

A arrogância atraí o ódio e a inveja. A elegância desperta o respeito e o Amor.
A arrogância nos faz humilhar o semelhante. A elegância nos faz caminhar pela luz.
A arrogância complica as palavras, porque acha que a inteligência é apenas para os eleitos. A elegância transforma pensamentos complexos em algo que todos possam entender.
Todo homem caminha com elegância e transmite luz à sua volta quando está percorrendo o caminho que escolheu.
Seus passos são firmes, seu olhar é preciso, seu movimento é belo. E mesmo nos momentos mais difíceis, seus adversários não conseguem distinguir sinais de fraqueza, porque a elegância o protege.
A elegância é aceita e admirada porque não faz nenhum esforço para isso.
Só o Amor dá forma ao que antes era impossível de ser sequer sonhado.
E só a elegância permite que essa forma possa se manifestar.

Fonte: Livro manuscrito encontrado em Accra
Autor Paulo Coelho
Editora Sextante 


domingo, 1 de abril de 2012

Viajar por si

 foto do google

“Um homem precisa viajar. 
Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. 
Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. 
Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. 
Conhecer o frio para desfrutar o calor. 
E o oposto. 
Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. 
Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. 
Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver” 
(Amyr Klink)

sábado, 19 de novembro de 2011

Uma coisa em forma de assim



"Os Convencidos da Vida Todos os dias os encontro. 
Evito-os. 
Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. 
Já não me confrangem. 
Contam-me vitórias. 
Querem vencer, querem, convencidos, convencer. 
Vençam lá, à vontade. 
Sobretudo, vençam sem me chatear.
Mas também os aturo por escrito. 

No livro, no jornal. 
Romancistas, poetas, ensaístas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). 
Será que voltaram os polígrafos? 
Voltaram, pois, e em força.
Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. 

Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista.
Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. 

Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. 
Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se?(...) 
No corre-que-corre, o convencido da vida não é um vaidoso à toa. 
Ele é o vaidoso que quer extrair da sua vaidade, que nunca é gratuita, todo o rendimento possível. 
Nos negócios, na política, no jornalismo, nas letras, nas artes. 
É tão capaz de aceitar uma condecoração como de rejeitá-la. 
Depende do que, na circunstância, ele julgar que lhe será mais útil.
Para quem o sabe observar, para quem tem a pachorra de lhe seguir a trajectória, o convencido da vida farta-se de cometer «gaffes». 

Não importa: o caminho é em frente e para cima. 
A pior das «gaffes», além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um arrivista, um «parvenu», a pior das «gaffes» é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro.
Daí que não seja tão raro como isso ver um convencido da vida fazer plof e descer, liquidado, para as profundas. 

Se tiver raça, pôr-se-á, imediatamente, a «refaire surface». 
Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida - da sua, claro - para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal... sempre foi. "

Alexandre O'Neill, in "Uma Coisa em Forma de Assim"

domingo, 23 de outubro de 2011

Minha Opinião

Fui convidada pela amiga, Carmem Luiza,
do Blog: fractaisdecalu.blogspot.com,
a participar de uma dinâmica intitulada:
Uma lista de 10 coisas das quais não gosto!


Aceitei o convite e aqui deixo minha participação.


10 coisas das quais NÃO GOSTO:

1)Inveja
foto do google

2)Indiferença
foto do google

3)Preconceito
foto do google

4)Imediatismo(Fazer de qualquer jeito para cumprir tarefa)

foto do google

5)Autoritarismo


6)Egoísmo
foto do google

7)Desrespeito
foto do google

8)Arrogância
foto do google

9)Falta de ética (oportunismo, corrupção,etc.)

foto do google

10)Desamor
foto do google

Devo indicar dez blogueiras para seguirem com o desafio, e meu critério foi selecionar estilos diferentes de blogueiras para avaliar seus depoimentos, se serão coincidentes aos meus ou não, além de conhecer um pouco mais de cada uma delas;

1) Formiguinha

2) Fernanda Reali
3) Severa
4) Tereza Maria
5) Lena do Amadeirado
6) Mãe Mochileira
7) Nanci do Alaníssima
8) Kinha do Amiga da Moda
9) Dama das Camélias
10) Bia do Jubiart

Vou ficar acompanhando as respostas....

EXTRA....EXTRA....
UMA VITÓRIA!!!!!
ProjetandoPessoas na lista dos TOP100
do Prêmio TOP BLOG 2011!
E foram mais de 1.000 blogs nesse 1o. turno!!
Agora no 2o. Turno, como nas eleições presidenciais, começa tudo de novo na votação!
Conto com seu voto!!!! Clique no selo do prêmio! Confirme seu voto!
Divulgue o blog e o concurso, me ajude a chegar nos TOP 3 !!!!!
Agradeço ao estímulo diário através das visitas, comentários e feedbacks!
http://projetandopessoas.blogspot.com//

sábado, 15 de outubro de 2011

Às vezes é preciso recolher-se

foto do google


"O amor nos tira o sono, nos tira do sério,
tira o tapete debaixo dos nossos pés,
faz com que nos defrontemos com medos
e fraquezas aparentemente superados,
mas também com insuspeitada audácia e generosidade.

E como habitualmente tem um fim - que é dor - complica a vida.

Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância.

Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma,
terá de vir com jeito.

Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros,
inseguros de nossas forças disfarçamos a fragilidade
com altas torres e ares imponentes.

A maturidade me permite olhar com menos ilusões,
aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade,
querer com mais doçura.


Às vezes é preciso recolher-se".

(Lya Luft)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Uma curiosidade sobre o "Barão de Itararé"

No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:

- Quantos rins nós temos?

- Quatro! Responde o aluno.

- Quatro?

Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.

- Tragam um feixe de capim, pois temos um asno na sala.

Ordena o professor a seu auxiliar.

- E para mim um cafezinho!

Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.

O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala.

O aluno era Aparício Torelly (1895-1971), o 'Barão de Itararé'.

Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:

- O senhor me perguntou quantos rins 'NÓS TEMOS'.

'NÓS' temos quatro: dois meus e dois seus.

'NÓS' é uma expressão usada para o plural.

Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.

Moral da História:

A VIDA EXIGE MUITO MAIS COMPREENSÃO

DO QUE CONHECIMENTO.

Às vezes as pessoas,

por terem um pouco a mais de conhecimento ou acreditarem que o tem,

se acham no direito de subestimar os outros...

E haja capim!!!

E hoje em dia, haveria um processo de Bullying!


Wikipédia:
Aparício Fernando de Brinkerhoff Torelly
(Rio Grande, 29 de janeiro de 1895Rio de Janeiro, 27 de novembro de 1971), também conhecido por Apporelly e pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé, foi um jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro.

domingo, 3 de abril de 2011

Ainda sobre Elegância (versão com autoria corrigida!!)


Pesquisando sobre elegância encontrei no www.conselhonet.com.br, uma citação como de autoria de Toulouse Lautrec, mas que na verdade é de autoria da Martha Medeiros, que transcrevo, complementando com a imagem escolhida, pois não há necessidade de se dizer mais nada...

"Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.

Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.

É elegante não ficar espaçoso demais.

É elegante, você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer...

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.

É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

"É elegante o silêncio, diante de uma rejeição..."

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do Gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

É elegante a gentileza, atitudes gentis falam mais que mil imagens...

...Abrir a porta para alguém...é muito elegante (Será que ainda existem
homens assim?)...
...Dar o lugar para alguém sentar...é muito elegante...

...Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...

...Oferecer ajuda...é muito elegante...

...Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante...

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas
tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social : é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que ter estas frescuras".

Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.

Educação enferruja por falta de uso.
E, detalhe: não é frescura."

autoria confirmada!!!!

Martha Medeiros


Segue texto do email recebido da Martha Medeiros

"Sandra,

chega a ser engraçado exumarem o Toulouse Lautrec... O texto é meu, sim,

te anexei a versão original, já publicada em livro (na internet há sempre alguns cortes

e/ou alguns enxertos).

Obrigada por perguntar, beijo.

Martha"