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sábado, 27 de outubro de 2012

A idade e a liberdade



"A idade me libertou. 
Eu gosto da pessoa que me tornei.
Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes
minha vida maravilhosa
minha amada família por menos cabelo branco 
ou uma barriga mais lisa. 
Enquanto fui envelhecendo, 
tornei-me mais amável para mim
e menos crítica de mim mesmo
Eu me tornei minha própria amiga. 
Eu não me censuro por comer biscoito extra, 
ou por não fazer a minha cama, 
ou para a compra de algo bobo que eu não precisava, 
como uma escultura de cimento, 
mas que parece tão "avant garde" no meu pátio. 
Eu tenho direito de ser desarrumada, 
de ser extravagante.
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, 
antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.
Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo 
ou jogar no computador até as quatro horas 
e dormir até meio-dia?
Eu dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 e 70, 
e se eu, ao mesmo tempo, 
desejo chorar por um amor perdido... 
Eu vou.
Vou andar na praia 
em um maiô excessivamente esticado 
sobre um corpo decadente, 
e mergulhar nas ondas com abandono, 
se eu quiser, 
apesar dos olhares penalizados dos outros no jet set.
Eles, também, vão envelhecer.
Eu sei que eu sou às vezes esquecida. 
Mas há mais algumas coisas na vida que devem ser esquecidas.
Eu me recordo das coisas importantes.
Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado
Como não pode quebrar seu coração 
quando você perde um ente querido
ou quando uma criança sofre
ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro?  
Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão.  
Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril 
e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.
Eu sou tão abençoada 
por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, 
e ter os risos da juventude 
gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto.
Muitos nunca riram, 
muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata.
Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo.  
Você se preocupa menos com o que os outros pensam
Eu não me questiono mais.
Eu ganhei o direito de estar errado. 
Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser idosa. 
 
A idade me libertou. 
Eu gosto da pessoa que me tornei.  
Eu não vou viver para sempre, 
mas enquanto eu ainda estou aqui, 
eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido
ou me preocupar com o que será
E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer).
Que nossa amizade nunca se separe porque é direto do coração!"
 
 
Recebi por email da amiga Lúcia Diniz - de autor desconhecido 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Receptividade



 foto google


Ficar em silêncio e ouvir é uma forma de receptividade.

Ao ouvir, realmente, nos esquecemos de nós mesmos e somos livres.

Se não conseguimos esquecer de nós mesmos, estamos constantemente no modo de auto-reflexão ( o que eu acho a respeito), jamais conseguimos estar livres para ouvir de fato.

Quantas vezes não fingimos escutar as palavras alheias, balançando a cabeça, enquanto pensamos em outra coisa?

Ou ficamos ali, já formulando nossa resposta, enquanto esperamos a outra pessoa parar de falar para que possamos replicar. Quando estamos esperando, não escutamos.

Se permitirmos que as qualidades da receptividade e do silêncio comandem , teremos maior chance de ver a realidade com clareza e sem as projeções da mente, que tentam moldar o que vemos.

A generosidade para com o outro nos permite tirar uma folga de nós mesmos.

foto google



Fonte : Livro A Calma no Caos
Autor : Arthur Jeon
Ediouro


domingo, 5 de junho de 2011

Vocabulário feminino


Hoje dedico à postar um excelente texto de Leila Ferreira
que minha amiga Silvia Regina me encaminhou,
espero que gostem!

Se eu tivesse que escolher uma palavra - apenas uma - para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um verbo de quatro sílabas: descomplicar.

Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho.

Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos - e merecemos - ter.

Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna.

Amizade, por exemplo.
Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas, acabamos deixando as amigas em segundo plano.
E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto a convivência com as amigas.
Ir ao cinema com elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma caipivodca de morango e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes - isso, sim, faz bem para a pele.

Para a alma, então, nem se fala.

Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar.

E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: pausa e silêncio.

Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia - não importa - e a ficar em silêncio.

Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.

Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir.

Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de uma mulher mal-humorada.

Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia.

Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela amiga engraçada - faça qualquer coisa, mas ria.

O riso nos salva de nós mesmas, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.

Quanto à palavra dieta, cuidado: mulheres que falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias.

Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista.

Nas mesas de restaurantes, nem pensar.
Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface e seu chá verde sozinha.

Uma sugestão?
Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que, essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: gentileza.

Ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada.

Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir.

Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado, na academia.

E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida: sonhar e recomeçar.

Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Richard Gere... sonhar é quase fazer acontecer.

Sonhe até que aconteça.

E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares.

A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.

E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a palavra perfeição.

O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades, inseguranças, limites.

Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil.

Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni.

Mulheres reais são mulheres imperfeitas. E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres. Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.

Leila Ferreira
Formada em Letras e Jornalismo, com mestrado em Comunicação pela Universidade de Londres. Colaboradora da revista Marie Claire e autora do livro “Mulheres: por que será que elas…?” (Editora Globo), foi repórter da Rede Globo Minas por cinco anos e durante 10 anos apresentou o programa “Leila Entrevista” (Rede Minas e TV Alterosa/SBT).

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Liberdade


Você venderia as cores do seu pôr-de-sol e o perfume de suas flores e o maravilhoso milagre de suas florestas por uma doutrina que não lhe permitisse dançar?

Helene Johnson

Você venderia?
Já vendeu?
Que tipo de doutrina aceitamos que nos diga que não temos valor se não estivermos nos matando de trabalhar?
Que tipo de doutrina deixamos que nos diga que fazer é mais importante do que ser?
Que crença aceitamos que sugira que, se não estivermos com pressaou correndo, somos insignificantes?
Não temos tempo para o pôr-do-sol, o perfume das flores ou "o maravilhoso milagre das florestas".
Nem sequer vemos o pôr-do-sol, as flores ou as florestas.
Essas coisas ainda existem?
Dançar, com certeza, deve ser algo para os pagãos que não têm que ganhar dinheiro.
Costumávamos dançar antes de nos tornar tão importantes.

Quando uma doutrina não se expressa como doutrina, mas é tida como realidade, não temos muita liberdade de escolha.

Extraído do Livro: Meditações para mulheres que fazem demais
Anne Wilson Schaef.


PS: Hoje fez sol? What a day!