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Como um cometa impulsionando sua vida e sua carreira, num rastro de luz, levando você a um lugar só seu, à realização dos seus sonhos!
terça-feira, 7 de maio de 2013
Mãe que projeta a cada um de nós!
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quinta-feira, 11 de abril de 2013
Projetar Pessoas por Paula Gonçalves
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Hoje faço 20 anos de Mãe


Sempre ouvi que ser mãe é padecer no paraíso!
Será?
Quando comecei a namorar o meu marido, que já tinha 3 filhos do primeiro casamento, ele tentou me convencer a não ter filhos!
Essa idéia não emplacou, relevei no início, negociei por alguns anos e com 5 anos de casada, engravidei, pois com o tempo ele também passou a querer mais filhos.
Foi uma gravidez muito difícil, pois no dia que soube que estava grávida(pelo exame períodico corporativo) ele, por coincidência, perdeu o emprego de 21 anos (trabalhava na mesma empresa que eu), e eu, fui ameaçada de demissão.
Estávamos na era Collor e as demissões em Estatais foram muitas.
Nós dois trabalhávamos na Eletrobrás.
A minha demissão foi revogada em função do anúncio da gravidez, mas com o susto entrei em processo de ameaça de aborto espontâneo e após 70 dias de repouso absoluto, consegui segurar a gravidez, que foi toda de licenças, de exames mais rigorosos e riscos mais iminentes, em função da insegurança, do medo, da angústia do desemprego.
Mas , Graças a Deus, em 11 de outubro de 1991, nasceu Andréa!!!
Depois de todos os sustos nos 9 meses de gravidez, ela não quiz nascer de parto-normal, estava bem sentada, não queria sair, e ao sair, na cesariana, bebeu líquido amniótico.
As ocorrências não pararam por aí, faltou um equipamento na sala de parto, e ela teve parada respiratória!!
Mas a habilidade da equipe médica fez com que ela, na base da "tapotagem", e sendo entubada, recuperasse a respiração, sem ter parada cardíaca, sem sequelas.
Ela não teve pontuação apgar(aquele exame que se faz quando a criança nasce), eu chorei muito achando que iria perder minha filha, que ela não iria resistir, que ela teria sequelas,etc,etc.
Mas ela passou por isso sem nenhuma marca, pois seu Anjo da Guarda e o meu são muito fortes!
Essa linda menininha sempre teve sua simpatia e gentileza como padrões marcantes de sua personalidade.
Sempre foi atenta, obediente acima da média de todas as crianças que conviviam conosco.
Era arteira, corremos com ela em emergências hospitalares algumas vezes para levar pontos pois adorava levar tombos e abrir a cabeça, mas seu carinho, sua serenidade, sua graça sempre chamaram a atenção de todos.
No Colégio, desde o Maternal, ela era a líder da sala!
Suas professoras sempre a adoraram e ela fazia grandes amigos com muita facilidade.
Quando pequena cuidava de todos os idosos das pracinhas aonde íamos brincar, tanto que dizia que quando crescesse iria trabalhar no asilo e mais tarde dizia que iria ser geriatra.
Tem grandes melhores amigas que a acompanham por toda a sua trajetória. Forma novos grupos de amizade, sem nunca esquecer ou se afastar dos amigos queridos de infância.
É amiga da família, dos irmãos, dos pais e dos avós!
Quando tinha 7 anos, nasceu sua irmã mais nova, minha filha caçula, e ela é a melhor irmã do mundo, zeladora, carinhosa, ouvinte, parceira, uma verdadeira mãezona!
Seus irmãos mais velhos, filhos do meu marido, são seus ídolos e exemplos!
Adora a madrinha que mora nos Estados Unidos!
É disciplinada, determinada, super estudiosa, ,muito organizada e responsável até demais!
Ela namora há 6 anos, é apaixonada por meu genrinho.
Faz faculdade de Direito e já faz estágio.
Hoje ela completa 20 anos de vida!!!!!
Peço à Deus que sempre lhe abençoe e permita que trilhe o Caminho do Bem, que se Projete acima de tudo como uma profissional ética, justa e recompensada, que construa sua vida baseada em amor, em solidareidade e em fé!
Minha primeira filha me ensinou muito!
Eu agradeço todos os dias por ela ter me escolhido como sua mãe!
sábado, 7 de maio de 2011
A mãe que sou

Fui mãe aos 33 anos de idade e aos 6 anos de casamento.
Fui mãe de novo aos 40 anos.
Mas já era "mãe", antes de ter parido, pois fui "boadastra" ou "madrasta" (dependendo do ponto de vista), de 3 maravilhosos enteados.
Casar já tendo enteados, pode ser visto de alguns vários aspectos:
-Começar um relacionamento com responsabilidades de cuidar "filhos" que não são seus;
-Ter responsabilidades e privações(de horário, de compromissos, de vida própria inerentes à uma mãe) por esses "filhos", que não são seus;
-Cuidar e contribuir na educação desses "filhos", que não são seus;
-Amar, e amar imensamente, esses “filhos”, que não são seus;
-Sofrer por que, por tudo acima citado, e por mais que você se dedique, ame, cuide, no final você não é "a mãe" dos seus enteados e eles não são seus "filhos";
Compartilhei momentos incríveis com meus três enteados, desde que eles eram bem pequenos – 3, 5 e 6 anos.
Hoje eles têm 30, 32 e 33 anos.
A primeira febre que cuidei, o primeiro dente de caiu, a fada dentinho, o primeiro dente que quebrou, a chegada do Papai Noel, o tombo na piscina, as pegadinhas do Coelhinho da Páscoa, a queda da escada, as lágrimas ao assistir a Estrelinha do Presépio da Festa de Natal da Escola, as apresentações de Karatê, jiu-jitsu, balé, jazz, de volei, de natação, de bicicross, de motocross, os pontos na testa, os prêmios e medalhas nos campeonatos, o braço quebrado, a choradeira nas cerimônias de primeira-comunhão, os 15 anos, os vestibulares, a responsabilidade dos 18 anos, a entrega da chave de casa, o primeiro carro, a emoção de cada uma das formaturas, a alegria do noivado(o primeiro deles) e da inesquecível preparação e vivência do primeiro casamento da nova geração da família (o primeiro de 5, espero eu que sejam apenas 5 casamentos nessa geração!)!!!
Nunca fui “Mãe Mochileira”, mas já viajei muito com meus enteados, para locais incríveis e, essas experiências de convivência, como "boadastra", eu compartilharei em outra postagem no futuro.
Também vivo na estrada com minhas filhas! Muitas emoções, muitas alegrias, muitas histórias para contar!
Com todos juntos, só de VAN, hahahaah!!!
Família grande é uma farra nessas horas!
Sempre fui muito responsável com as questões escolares, sejam dos meus enteados, quanto de minhas filhas.
Já tirei férias em dezembro para estudar para prova final de Matemática de um dos meus enteados, e estudávamos quase 7 hs por dia nas 3 semanas que antecediam às provas finais.
Já viajei 4 hs para assistir uma belíssima apresentação de balé da minha enteada e depois retornar na mesma noite, outras 4hs de viagem, para trabalhar no dia seguinte, de manhã cedo, pelo prazer de acompanhar aquele momento tão importante da vida dela!
Quando engravidei da minha primeira filha, meus enteados choraram muito, e o choro não era de ciúmes do pai, mas sim de mim, que segundo eles “eu agora teria minha própria filha e não ligaria mais prá eles”. E isso não ocorreu!
Minhas filhas já tiveram crises de ciúmes dos meus enteados, dizendo que há momentos em que preparo a casa toda, faço(peço para fazer) o prato predileto dos meus enteados, etc, só para agradá-los!!!srrssrsr.
Ou seja, ciúmes em via de mão-dupla!
E hoje olho para trás e vejo essa belíssima grande família unida, amiga, em harmonia, todos os irmãos, sem distinção, próximos e num amor inigualável!
Minha filha menor parece tanto com a minha enteada, que se passam por mãe e filha, ao invés de irmãs!
Minha filha mais velha tem pelos irmãos um carinho enorme!
Meus enteados têm por minhas filhas uma paixão incrível, acompanhando todos os momentos importantes da vida delas!
Tomam conta da altura da barra da saia, ensinaram a andar de bicicleta, deram aulas de direção, acompanham em shows, levam prá parques e cinemas!
E nisso tudo, eu me vejo como mãe e boadrasta realizada, pois conseguimos todos juntos superar diversas dificuldades e moldar uma família plena!
São todos saudáveis, lindos, educados, estudiosos, gentis, responsáveis, seguiram o caminho do bem!
Agradeço a cada um deles, que cada um a sua maneira, me ensinou a ser mãe de verdade e “step-mother” em exercício!
Tive as minhas falhas, errei nesse caminhar, tenho as minhas culpas pelo tempo que não tive em função da vida profissional, mas procurei equilibrar a minha vida, fiz opções de carreira em prol da família, em todos os momentos necessários, e busquei qualidade de vida familiar.
Agradeço às mulheres fortes da minha família que foram e são os meus exemplos - minha muito querida mãezinha, minhas muito amadas avós, minhas tias, minha irmã guerreira, minha sogra querida, minhas cunhadinhas e minha linda sobrinha Tissa (que já é uma super mãe), por terem me prestado todo suporte e orientação para chegar a ser a mãe que sou!
E como diz Roberto Carlos:
-Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi!!!


