quinta-feira, 7 de abril de 2011

Qual é a cara do seu futuro?


Estou lendo uma série da Nora Roberts, assinando J D Robbs que é a Série Mortal.

Já estou no 8o. livro da Série, que é o Conspiração Mortal.

São livros que misturam aventuras de uma policial, desvendando diversos assassinatos, casada com um eterno e apaixonado romântico, e que se passa em New York, em 2058, com cenário absolutamente futurista.

Nessa época no futruro, as pessoas possuirão, segundo descrito no livro, diversos tratamentos de saúde e de estética anti-envelhecimento e viverão em média 110 anos, se bem cuidadas.

Não se entra em detalhes sobre planos de saúde, aposentadoria profissional, questões de habitação, de empregabilidade, etc, com essa população envelhescente...

Mas, saindo da ficção e entrando na vida real, um tema que muito têm me preocupado é o investir no futuro, é pensar em trabalhar, trabalhar, trabalhar, mesmo após a aposentadoria, é ter subsistência em saúde, moradia, empregabilidade, considerando, para a minha geração, uma maior longevidade ( se Deus quiser!).

Pensando no tema longevidade e subsistência, com qualidade de vida, fiz um link com mais um artigo publicado pela Cristiane Segatto (virei fã de carteirinha!), que transcrevo a seguir:



"Um artigo publicado recentemente no jornal The New York Times me fez refletir sobre o futuro que queremos.

A autora, Natasha Singer, conta de que forma o envelhecimento da população pode deixar na miséria as nações que não estiverem preparadas para lidar com ele. Durante o século 20, a expectativa de vida aumentou na maior parte dos países. Graças a gigantes invenções da medicina (os antibióticos e as vacinas são dois exemplos) e à melhoria das condições de trabalho e moradia e do acesso a água encanada e esgoto. Pela primeira vez na história humana, as pessoas com 65 anos ou mais devem se tornar mais numerosas que as menores de 5 anos.

O ponto levantado por Natasha é interessante: do jeito que as coisas vão, talvez não possamos nos dar ao luxo de viver tanto. Em muitos países, o número de idosos com direito a aposentadorias públicas, serviços de saúde e cuidados prolongados deve superar, em breve, a força de trabalho. ..... Em seu artigo, Natasha faz uma sugestão compatível com o tamanho do problema: grupos e organizações internacionais influentes deveriam assumir o envelhecimento como uma causa, a exemplo do que fizeram com o ambiente. ..... Se nada for feito, dificilmente conseguiremos resolver a equação complicada que nos aguarda: na próxima década, teremos mais idosos, mais doenças crônicas, mais custos.

O Brasil enfrentará esse desafio e também a tentação de adotar novas, maravilhosas e caras tecnologias. Em 2020, as pessoas com mais de 60 anos serão 14% da população (atualmente são 10%).

No plano individual, isso é bom.

Para o sistema de saúde, isso é ruim.

Antigamente, bastava dar antibióticos e despachar os doentes para casa.

Havia dois desfechos possíveis: eles saravam ou morriam.

Nas próximas décadas, será cada vez maior o contingente de pessoas que precisarão de cuidados médicos e remédios caros por muito tempo.

Teremos uma vida longa e cheia de remedinhos. As principais preocupações de saúde serão obesidade, os males cardiovasculares, o câncer e as doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

Além das doenças crônicas que se tornarão mais frequentes, sempre haverá o imponderável - o surgimento de vírus e doenças.

Quer um exemplo? Nos anos 80, os médicos achavam que doenças infecciosas como a gripe seriam controladas e o câncer seria o grande problema.

Hoje, muitos tumores são curados e há pessoas morrendo com novas formas de gripe. O Brasil só vai conseguir enfrentar o desafio imposto pelo envelhecimento da população se cada um de nós tiver consciência de que vai ser preciso gastar cada vez mais dinheiro com saúde.

Isso é inevitável.

Vamos gastar mais no plano individual (na parcela do orçamento familiar destinada às despesas de saúde) e no plano coletivo (na parcela dos impostos destinados a essa área). O que me assusta é perceber que poucos brasileiros acham que estar preparado financeiramente para enfrentar uma doença inesperada é uma excelente razão para poupar dinheiro.

O que vemos atualmente é uma gastança e um endividamento generalizados.

É compreensível que as novas classes C e D, compostas por gente que nunca teve acesso aos bens de consumo, queiram consumir hoje tudo o que podem. O consumo é bom.

Movimenta a economia, alegra as famílias, estimula o trabalhador a conquistar o que deseja.

Mas a falta de cultura da poupança não contribui para o equilíbrio do orçamento doméstico.

O que vai acontecer se alguém ficar doente por muitos meses e não puder trabalhar?

Ou se alguém sofrer um acidente e ficar incapacitado?

A família vai perambular pelo SUS ou vai pagar um atendimento particular com tênis de marca, perfume importado, celular top de linha ou carro do ano adquirido em 60 meses? O número de brasileiros com dívidas superiores a R$ 5 mil, considerando todos os tipos de empréstimo, saltou de 10 milhões para 25,7 milhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central.

O total pode ser muito maior porque ele não considera os cidadãos que não têm conta em banco - cerca de metade da população. Muitos trabalhadores de baixa renda estão absolutamente deslumbrados com as novas oportunidades de consumo.

....

Será que isso vai acabar bem?

O mais injusto nessa história toda é que os longos crediários e os parcelamentos das faturas de cartão de crédito (nos quais estão embutidos juros altíssimos) prosperam graças à ignorância matemática de grande parte da população.

Os pobres e a nova classe C não sabem fazer contas simples.

Estão gastando o que têm e o que não têm.

Precisam, urgentemente, aprender a planejar o futuro.

Pelo bem de sua saúde."

Cristiane Segatto, Revista Época - outubro/2010

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O valor dos pequenos prazeres



Tem gente que nunca é feliz!

Tem gente que é feliz sempre, tipo Polyana!

Tem gente que só é feliz com muito!

Tem gente que consegue ser feliz com pouco!

Tem gente que diz que a felicidade é o caminho!

Tem gente que diz que só há felicidade quando se alcança o sonho de ser feliz!!!

Tem gente que não consegue ser feliz em cidades grandes
!
Tem gente que é super feliz numa pequena cidade do interior!

Tem gente que é feliz no Rio de Janeiro,

e eu escolhi hoje um texto de alguém que descreve a felicidade em São Paulo!


Segue minha homenagem a todas as pessoas felizes, as cariocas, as paulistas, as mineiras, as brasileiras, as portuguesas e as de outras nacionalidades!


"Sábado eu fui feliz.

Aluguei uma bicicleta e pedalei na ciclovia do Parque Villa-Lobos, em São Paulo.

Nunca tinha estado ali num final de tarde.

O sol não ardia, a luz era alaranjada, o encanto era outro.

Meus músculos trabalhavam para minha mente se desgarrar.

Viajou ao passado, analisou o presente, bisbilhotou o futuro – não necessariamente nessa ordem.

Na primeira volta, fiz uma descoberta deliciosa: o point dos namorados no Parque Villa-Lobos não é o viveiro de mudas, não é a sombra das árvores, não é um cantinho qualquer.

É uma ribanceira com vista para a Marginal Pinheiros.

É ali que os casais – abonados, pobres ou remediados – estendem toalhas no chão e fazem o tempo parar.

Como se estivessem no mais belo dos mirantes, contemplam o rio imundo e a passagem frenética dos carros.

Precisei dar mais uma volta completa no parque até conseguir entender que prazer eles conseguiam enxergar.

Alinhei o meu olhar com o deles e respeitei o silêncio.

O que se ouve é um "vrummmmm" contínuo e distante.

Ele serve de fundo sonoro para uma experiência incomum: a de sair do palco da cidade para ser espectador.

Quem passa a semana praguejando no trânsito da Marginal ganha, no sábado, a chance de olhar aquelas tantas pistas por uma outra ótica. De cima, como se não fizesse parte daquela engrenagem.

Os carros, o trem, o rio – nada daquilo parece real quando deitamos na grama e os observamos de longe.

Concordo com os casais. Aquele lugar "dá um barato".

E é romântico.

É admirável a capacidade dos moradores de São Paulo de encontrar a felicidade numa cidade tão dura.

A explicação, para mim, só pode ser uma: esses heróis da resistência sabem enxergar o valor dos pequenos prazeres.

Inventam oportunidades para que o prazer exista nos lugares mais improváveis.

Um carioca, numa rápida visita a São Paulo, não entenderia a felicidade dos casais que contemplam a Marginal Pinheiros como se estivessem nas Paineiras.

Estranharia também a alegria da mulher apaixonada que ganha flores compradas no Cemitério do Araçá.

Sempre precisei de muito pouco para ser feliz.

Coisas como namorar a noite inteira e, entre um cochilo e outro, reconhecer Neil Young tocando no aparelho três em um.

Acordar ao meio-dia com uma fome de um mês.

Caminhar pela rua plana até a feira de domingo.

Comer dois pastéis com caldo de cana.

A lembrança dessa felicidade vira-lata, que me inspira há tantos anos, vai durar para sempre.

Qual é o efeito terapêutico dos momentos felizes que acumulamos na vida?

O senso comum nos diz que eles só podem fazer bem.

Há quem se dedique a responder isso cientificamente.

A professora de psicologia Barbara Fredrickson, da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, tentou medir o valor dos pequenos prazeres.

Durante um mês, 86 voluntários relataram diariamente as emoções que sentiram, em vez de responder a questões genéricas, do tipo "Nos últimos meses, quanta alegria você sentiu?".

O resultado foi publicado no mês passado(julho/2010) na revista científica Emotion, publicada pela Associação Americana de Psicologia.

Quanto mais emoções positivas uma pessoa sentia a cada dia, mais acentuada era sua capacidade de se recuperar de situações difíceis ou estressantes, concluiu Barbara.

Pequenos momentos de prazer fazem florescer as emoções positivas.

Elas nos tornam mais abertos", diz Bárbara.

"E essa abertura para o mundo nos ajuda a construir recursos que favorecem a recuperação diante da adversidade, nos mantém longe da depressão e nos permite continuar a crescer."

Segundo o estudo, ninguém precisa adotar uma postura de Polyana e negar as decepções que a vida nos reserva.

Nem achar que a felicidade seja decorrente apenas dos momentos grandiosos.

As emoções positivas que produziram mais benefícios durante a pesquisa não eram derivadas de eventos extraordinários.

"É preciso valorizar os 'micromomentos' que podem produzir uma emoção positiva aqui ou ali", diz Bárbara.

Cada vez mais busco esses "micromomentos".

Quando minha filha me mostrou no sábado que já era grande o suficiente para deslizar sobre patins in-line, vivi um desses "micromegamomentos".

Ontem mesmo eu estava grávida.

Hoje ela já é essa menina apaixonante que, equilibrada sobre as rodinhas, alcança meu ombro.

Quanto vale olhar aqueles longos cabelos ao vento, aquela franjinha que encobre as sobrancelhas grossas e retribuir o sorriso mais sincero que já vi?

Como diz aquela propaganda de cartão de crédito, isso não tem preço."


CRISTIANE SEGATTO - Repórter especial da Revista Época

terça-feira, 5 de abril de 2011

Mudanças




Destaco hoje uma frase para meditação a respeito de resiliência.
Participei de um evento na Oi, o Dia Jóia, e fui presenteada com um magnífico seminário desse palestrante que até então, não conhecia!
Carmello, receba meus parabéns pela excelente palestra!!




"O ato de
superar uma Mudança

ou Transformar uma realidade
provém do Impulso de agir e pensar eficazmente,
colocando Objetivos e Competências
a serviço de um Propósito Maior"

Eduardo Carmello



Eduardo Carmello é Diretor da Entheusiasmos Consultoria em Talentos Humanos, é um dos 5 indicados ao 13º Top of Mind de RH 2010, categoria PALESTRANTE, Consultor Organizacional e Educacional especialista em Gestão Estratégica de Pessoas, trabalhando dentro do modelo de Competências com foco em Desempenho, Coach certificado pelo ICC – International Community Coaching (Lambent do Brasil);, Master Practitioner e Trainer em Programação Neurolinguística;
Livros editados:
-"Resiliência: a transformação como ferramenta para construir empresas de valor“ (Editora Gente 2008), -"Supere: a arte de lidar com as adversidades” (Editora Gente - 2004)
-“O Poder da Informação Intuitiva” (Editora Gente – 2000);

domingo, 3 de abril de 2011

Ainda sobre Elegância (versão com autoria corrigida!!)


Pesquisando sobre elegância encontrei no www.conselhonet.com.br, uma citação como de autoria de Toulouse Lautrec, mas que na verdade é de autoria da Martha Medeiros, que transcrevo, complementando com a imagem escolhida, pois não há necessidade de se dizer mais nada...

"Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.

Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.

É elegante não ficar espaçoso demais.

É elegante, você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer...

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.

É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

"É elegante o silêncio, diante de uma rejeição..."

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do Gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

É elegante a gentileza, atitudes gentis falam mais que mil imagens...

...Abrir a porta para alguém...é muito elegante (Será que ainda existem
homens assim?)...
...Dar o lugar para alguém sentar...é muito elegante...

...Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...

...Oferecer ajuda...é muito elegante...

...Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante...

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas
tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social : é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que ter estas frescuras".

Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.

Educação enferruja por falta de uso.
E, detalhe: não é frescura."

autoria confirmada!!!!

Martha Medeiros


Segue texto do email recebido da Martha Medeiros

"Sandra,

chega a ser engraçado exumarem o Toulouse Lautrec... O texto é meu, sim,

te anexei a versão original, já publicada em livro (na internet há sempre alguns cortes

e/ou alguns enxertos).

Obrigada por perguntar, beijo.

Martha"

sábado, 2 de abril de 2011

Elegância



Se há uma coisa que eu observo muito nas pessoas, é a Elegância!
Não no contexto fashion, pura e simplesmente.
E sim num contexto de educação(independente dos recursos financeiros que puderam embasar essa formação educacional), de classe(independente de classe social), de gentileza, de estilo, de conduta!
Hoje, em minha leitura matinal do Jornal O Globo, chamou a minha atenção uma propaganda de uma revista, que preciso parabenizar pela ELEGÂNCIA no marketing!!!!
Para mim, a chamada fez o seu papel, captou a minha atenção, descreveu o que concebo como elegância e me fez escrever essa postagem!
Parabéns ao time responsável pelo lançamento da Revista no Brasil!!


Elegância não é apenas como o homem se mostra ao mundo.


É o que ele faz no mundo, pelo mundo, com o mundo.


Elegância
é a gentileza, o silêncio, um olhar.


Elegância
não está aqui ou lá.


É o que acontece no caminho.


Você sabe.




Como não conheço a Revista e me foquei no efeito que fez em mim da propaganda do Jornal O Globo de hoje, seguem os dados obtidos a respeito da revista citada:
Revista GQ
- www.gq.com.br,
e na Wikipédia obtive as seguintes informações adicionais - GQ(Gentlemen's Quarterly) é uma revista mensal sobre moda, estilo e cultura para os homens,
direcionada ao público metrosexual, através de artigos sobre alimentação, cinema, fitness, sexo, música, viagens, desporto, tecnologia e livros.
É uma revista
luxuosa e sofisticada.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Pega na mentira!

foto extraída da Internet


Assim como uma gota de veneno

compromete um balde inteiro,

também a mentira,

por menor que seja,

estraga toda a nossa vida.


quinta-feira, 31 de março de 2011

A arte de enganar



O dom da fala foi concedido aos homens

não para que eles enganassem

uns aos outros,

sim para que expressassem seus pensamentos

uns aos outros.


terça-feira, 29 de março de 2011

Quero fazer as pessoas rirem!!!

Por indicação do professor de violão, nosso querido Rubens (excelente músico, marido da minha grande amiga Silvia Barbosa e pai da Gabi e do Arthur), a Bebel trouxe para casa o DVD do Filme O Pequeno Nicolau.

E nossa programação de domingo foi assistir a esse filme tão agradável!


O filme é uma adaptação das histórias infantis de René Goscinny e Jean-Jacques Sempé.


René Goscinny criou o famoso personagem ASTERIX. Esse filme ficou 3 semanas no topo da bilheteria na França e repetiu esse sucesso no Brasil.


Não é o que se pode chamar de um filme infantil, pois muitos avós e avôs vão voltar no tempo, muitos pais vão relembrar valores, culturas, mobiliários, cabelos, de suas épocas de infância.


E os temas abordados a meu ver, são todos, bem atuais.


E os que não são, nos trazem(pelo menos a mim trouxe) saudades dos tempos de mais disciplina e educação nas escolas.


Eu me deliciei com o filme!


Bem feito, bem escrito, os atores são bons: O Pequeno Nicolau é um filme muito agradável!


Segue o que posso destacar do filme:


O filme começa um ambiente escolar com Nicolau e seus amigos precisando fazer uma redação sobre o que querem ser quando crescerem.


Aqui a abordagem da orientação profissional e a influência dos pais, de suas profissões e de seus anseios.


Nicolau não sabe o que quer ser.


Passamos então ao rigor de sala de aula, ao desempenho dos questionários orais, aos alunos preferidos e aos preteridos da professora, o momento da entrega dos boletins e a reação dos pais.


Os bons alunos, os diferentes estilos de aprendizagem, o aluno sonhador!


Vivências do grupo de amigos, das diferenças de brincadeiras entre Bolinhas e Luluzinhas, questões de relacionamentos familiares.


Engloba a chegada de um irmão na família de um amigo, e desponta o debate sobre o medo e a ameaça de perda de poder e atenção, do carinho dos pais, quando da chegada de um irmão.


Nesse ponto da trajetória do filme Nicolau, que levava uma vida tranquila com os pais e especialmente com a mãe, escuta uma conversa dos pais pela metade e deduz que a sua mãe está grávida novamente. Esse prejulgamento o coloca em posição de ameaça e de defesa em relação aos pais, e o enredo continua. Não vou contar todos os detalhes, para não perder a graça.


Outro ponto que me chamou a atenção no filme foi o relacionamento profissional do pai do Nicolau com seu chefe, submisso, e implorando por atenção, deferência e por um aumento de salário!


Essa necessidade de reconhecimento financeiro se devia principalmente pelas exigências de sua mulher(a mãe do Nicolau)!


Ele(o pai de Nicolau) resolve então convidar o chefe e sua esposa para um jantar em sua casa.


Para receber o casal em sua casa, a mãe do Nicolau, imaginou a esposa do patrão uma mulher extravagante, exuberante e preparou um jantar desprovido de naturalidade, teatralizando ser uma mulher que não era, para aparentar um requinte a altura da "patroa".


Na hora do jantar, uma surpresa.... vale assistir!


E aonde entra o :-Quero fazer as pessoas rirem e o irmãozinho?


Assista o filme!


Moral da história: Prejulgar, preocupar, precipitar pode levar a situações desnecessárias e indesejadas





segunda-feira, 28 de março de 2011

Torradas Queimadas!


Uma amiga de trabalho me enviou esse texto espetacular por email, excelente para iniciarmos bem a semana!

Adamita, obrigada pela feliz escolha da mensagem!


"Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar.

E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro.

Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai.

Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato.

Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.

Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.

Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada.

E eu nunca esquecerei o que ele disse:

" - Adorei a torrada queimada..."

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada.

Ele me envolveu em seus braços e me disse:

" - Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada...

Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém.

A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas.

E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!"

O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.

Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir um as falhas do outro.

Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando.

Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo.

Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu.

Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar.

A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos.

Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes.

Não que mais tarde, o dia que um partir, este Mundo vá desmoronar, não vai.

Novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor.

De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.

Então filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, à você e ao próximo.

"As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir."

sábado, 26 de março de 2011

Cervantes





Miguel de Cervantes Saavedra,

poeta espanhol,

29/09/1547 - 23/04/1616,

romancista, dramaturgo e poeta espanhol.


Sua obra mais conhecida "Dom Quixote",é uma obra-prima clássica da literatura.


Recebi no Twitter esses dias uma frase de autoria de Cervantes, que mexeu comigo e que cito a seguir:


"Nunca fique implorando

por aquilo

que você

tem o poder

de obter"



Mexeu com você?

sexta-feira, 25 de março de 2011

O Cisne Negro de cada um



Selecionei esse Texto de CRISTIANE SEGATTO, repórter que escreve sobre Medicina na Revista Época, que comenta o filme Cisne Negro!


"Muita gente correu aos cinemas para conferir Cisne Negro desde que Natalie Portman ganhou o Oscar de melhor atriz.

A festa de Hollywood é passado, mas a questão central despertada pelo filme continuará atualíssima por muito tempo.

É por isso que resolvi falar sobre ela na coluna de hoje. Saí do cinema completamente impactada pelo auge da loucura da bailarina obcecada pela perfeição.

Vou logo avisando: se você pretende assistir ao filme talvez seja melhor fugir deste texto.

Não vou resistir a comentar o fim, o meio, o começo - nessa ou em outra ordem.

Se já o assistiu ou não pretende encarar o turbilhão emocional provocado nos espectadores, siga em frente.

Depois me diga se entendi direito ou se delirei junto com a personagem brilhantemente interpretada por Natalie.

Nina é uma bailarina dedicada que se esforça além da conta para atingir a perfeição técnica.

Em uma das cenas, o diretor da companhia diz que ela é tecnicamente perfeita, mas incapaz de sentir.

Tinha técnica e nenhuma vida.

Outra bailarina, que Nina passa a enxergar como rival em seus delírios persecutórios, é o oposto: está longe de ser tecnicamente perfeita. Mas quando dança, sente.

O maior desafio de Nina é interpretar os dois cisnes - o branco e o negro - no clássico O Lago dos Cisnes.

Esse é também o pesadelo do diretor.

Nina é um primor como o cisne branco, mas não convence na pele do cisne negro.

O papel que a bailarina precisa desempenhar toma conta de sua vida.

O espectador assiste, aos sobressaltos, a transformação da moça doce, pura e inocente numa pessoa descontrolada, agressiva, ensandecida.

Cisne Negro não é uma fábula estapafúrdia.

Ele nos toca justamente porque é verossímil.

Ninguém precisa ser uma bailarina na competitiva batalha pelo melhor papel para despencar naquele abismo.

O filme é quase um aviso: “Ei, todos nós somos cisnes brancos e negros”.

A linha que separa os dois é tênue e fluida.

Nina não parece ser psicopata - aquele tipo de pessoa perversa, desprovida de culpa e capaz de passar por cima de qualquer ser humano para satisfazer os próprios interesses.

Para gente assim não existe cura. Só cadeia.

A bailarina me fez lembrar de quem sofre de algo mais frequente: o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Para muita gente, TOC é a doença de quem pratica atos repetitivos como checar sete vezes se a torneira está fechada antes de sair de casa.

Não é só isso.

O distúrbio tem diferentes nuances e gradientes.

No convívio social, pode passar despercebido.

Um colega de escola, de trabalho, um amigo querido, a mulher, o marido pode estar passando por isso agora mesmo sem que você se dê conta.

“O perfeccionismo é muito característico desse tipo de transtorno”, diz a psicóloga Patricia Vieira Spada, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“Tudo tem que estar no lugar porque a pessoa não suporta lidar com as surpresas da vida.”

Como Nina, quem sofre desse transtorno de ansiedade tem preocupações excessivas, desconforto, medo, aflições, depressão.

A perfeição é um falso porto seguro.

Para não sentir, para não ter afeto, tudo precisa estar sob controle.

Ter afeto é lidar com a imprevisibilidade das relações humanas.

Ninguém sabe o que vem pela frente.

Não ter resposta é dolorido, mas é preciso saber suportar a dúvida.

O desfecho da história da bailarina é clássico.

Reprimida pela mãe e por ela mesma, perde o controle sobre a impulsividade.

Torna-se um bicho agressivo, psicótico, atormentado por alucinações.

“É importante conhecer o cisne negro que existe dentro de cada um de nós”, diz Patricia. “Perigoso é negá-lo.”

Precisamos nos conhecer, entrar em contato com nossa fragilidade.

“Beber desesperadamente como tantos jovens fazem é anestesia cerebral.

Embriagado, ninguém pode pensar.

Isso é investimento constante em cisne negro”, diz Patricia.

A decadência de Nina nos atinge em cheio.

Quem não almeja o sucesso?

Quem não batalha para chegar o mais próximo possível de um desempenho perfeito?

A partir de quando o perfeccionismo se torna patológico?

Segundo Patricia, ele é comum em pessoas que se sentem no centro do Universo.

O sujeito se acha tão importante, tão único, tão insubstituível que não aceita exercer - seja lá o que for - com exatidão.

Quantas pessoas você conhece que agem exatamente assim?

Essa característica pessoal mal administrada passa a ser um problema quando compromete o convívio social ou a saúde - física, mental ou emocional.

Nina alcançou aquilo que julgava ser a perfeição.

Mas não pôde receber o reconhecimento da platéia. "




quinta-feira, 24 de março de 2011

7 meses de blog




Apresento os indicadores do
Projetando Pessoas

no 7o. Mêsversário do Blog:




Número de seguidores:


mês 1: 23

mês 2: 33

mês 3: 51


mês 4: 98


mês 5:
139

mês 6: 217


mês 7: 249


Número de visitas:

mês 1: 556

mês 2: 1.382

mês 3: 2.348

mês 4: 3.100

mês 5: 5.530

mês 6: 8.898

mês 7: 12.103

Número de postagens:

mês 1: 30

mês 2: 50

mês 3: 67

mês 4: 100

mês 5:136

mês 6: 167

mês 7: 181


Número de selinhos:

mês 1: 0

mês 2: 2

mês 3: 4

mês 4: 15


mês 5: 33

mês 6: 42

mês 7: 45


Número de comentários:


mês 1: 30

mês 2: 80


mês 3: 146

mês 4: 328

mês 5: 490

mês 6: 764

mês 7: 948



Fui buscar o significado do número 7 e encontrei no Google, no www.salteadoresdaarca.com a seguinte análise:

O significado do número “7”!

Segundo Pitágoras, o símbolo gráfico do número 7 define o sagrado e perfeito de qualquer manifestação do Divino tanto na Terra como no Cosmos.

No Cosmos temos:

-os 7 dias da Criação do Mundo,

-os 7 Raios da Luz Sem Fim,

-o “7º Céu”,

-os 7 Arcanjos do Trono de Deus,

-os 7 degraus da Escada de Jacob referidos na Bíblia que representam os 7 Planetas Sagrados com Aura astro-etérea de ascenção astrológica por onde temos de passar até chegar á Perfeição…

Na Terra temos:

-as 7 cores do Arco-Iris,

-os 7 dias da semana,

-as 7 notas musicais,

-as 7 artes,

-os 7 ‘chakras’ do corpo humano,

-os setes grupos de vértebras,

-os 7 orifícios no crânio,

-as 7 virtudes humanas,

-os 7 pecados capitais,

-os 7 anos de idade para cada fase da mudança de personalidade, etc..

Se estiveres atento verás que…, tudo se processa no Universo dentro de um ritmo Septenário.


Portanto, peço ao Universo
que vibre positivamente nesse ciclo septenário do ProjetandoPessoas,
que agora está também no Twitter @ProjetaPessoas.


Obrigada por estarem sempre comigo, me visitando, comentando, me passando feedbacks que estão contribuindo para os necessários ajustes nessa iniciativa!

E vamos em frente!