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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Steve Jobs citou em 1984




"When you start looking at a problem

and it seems really simple

with all these simple solutions,

you don’t really understand the complexity of the problem.


And your solutions are way too oversimplified,

and they don’t work.


…Then you get into the problem,

and you see it’s really complicated.

And you come up with all these convoluted solutions.


That’s sort of the middle,

and that’s where most people stop,

and the solutions tend to work for a while…


But the really great person will keep on going

and find the key,

underlying principle of the problem,

and come up with a beautiful and elegant solution

that works on every level."


“Quando você começa a olhar para um problema

e ele parece realmente simples,

com todas aquelas soluções simplórias,

você ainda não entendeu a complexidade do problema.

E suas soluções estão muito, muito simplificadas, e não funcionam...


Depois você entra no problema,

e você percebe que ele é realmente complicado.

E você cria todas aquelas soluções complicadas.


Isso é mais ou menos o meio do caminho,

e é onde a maior parte das pessoas pára.

E estas soluções tendem a funcionar, por um tempo...


Mas a pessoa realmente notável continuará procurando

e achará o principio chave oculto e fundamental do problema

e criará uma solução bonita e elegante

que funcionará em todos os níveis.


Essa citação do Mr Jobs fez parte de uma apresentação profissional que assisti de um fornecedor de um grande projeto que gerenciei por um tempo.

Solicitei autorização à TRIAD Systems para utilizá-la em uma postagem do blog, e esse trecho da apresentação estava arquivada comigo.

A hora certa, a hora da partida de Steve Jobs, foi a oportunidade de homenageá-lo com essa citação perfeita, feita por ele em 1984.

Impressionante como em plena era da Tecnologia, com tantos avanços da Ciência, um super gênio da tecnologia ainda perde a vida aos 56 anos de uma doença tão cruel como o câncer!



quarta-feira, 6 de abril de 2011

O valor dos pequenos prazeres



Tem gente que nunca é feliz!

Tem gente que é feliz sempre, tipo Polyana!

Tem gente que só é feliz com muito!

Tem gente que consegue ser feliz com pouco!

Tem gente que diz que a felicidade é o caminho!

Tem gente que diz que só há felicidade quando se alcança o sonho de ser feliz!!!

Tem gente que não consegue ser feliz em cidades grandes
!
Tem gente que é super feliz numa pequena cidade do interior!

Tem gente que é feliz no Rio de Janeiro,

e eu escolhi hoje um texto de alguém que descreve a felicidade em São Paulo!


Segue minha homenagem a todas as pessoas felizes, as cariocas, as paulistas, as mineiras, as brasileiras, as portuguesas e as de outras nacionalidades!


"Sábado eu fui feliz.

Aluguei uma bicicleta e pedalei na ciclovia do Parque Villa-Lobos, em São Paulo.

Nunca tinha estado ali num final de tarde.

O sol não ardia, a luz era alaranjada, o encanto era outro.

Meus músculos trabalhavam para minha mente se desgarrar.

Viajou ao passado, analisou o presente, bisbilhotou o futuro – não necessariamente nessa ordem.

Na primeira volta, fiz uma descoberta deliciosa: o point dos namorados no Parque Villa-Lobos não é o viveiro de mudas, não é a sombra das árvores, não é um cantinho qualquer.

É uma ribanceira com vista para a Marginal Pinheiros.

É ali que os casais – abonados, pobres ou remediados – estendem toalhas no chão e fazem o tempo parar.

Como se estivessem no mais belo dos mirantes, contemplam o rio imundo e a passagem frenética dos carros.

Precisei dar mais uma volta completa no parque até conseguir entender que prazer eles conseguiam enxergar.

Alinhei o meu olhar com o deles e respeitei o silêncio.

O que se ouve é um "vrummmmm" contínuo e distante.

Ele serve de fundo sonoro para uma experiência incomum: a de sair do palco da cidade para ser espectador.

Quem passa a semana praguejando no trânsito da Marginal ganha, no sábado, a chance de olhar aquelas tantas pistas por uma outra ótica. De cima, como se não fizesse parte daquela engrenagem.

Os carros, o trem, o rio – nada daquilo parece real quando deitamos na grama e os observamos de longe.

Concordo com os casais. Aquele lugar "dá um barato".

E é romântico.

É admirável a capacidade dos moradores de São Paulo de encontrar a felicidade numa cidade tão dura.

A explicação, para mim, só pode ser uma: esses heróis da resistência sabem enxergar o valor dos pequenos prazeres.

Inventam oportunidades para que o prazer exista nos lugares mais improváveis.

Um carioca, numa rápida visita a São Paulo, não entenderia a felicidade dos casais que contemplam a Marginal Pinheiros como se estivessem nas Paineiras.

Estranharia também a alegria da mulher apaixonada que ganha flores compradas no Cemitério do Araçá.

Sempre precisei de muito pouco para ser feliz.

Coisas como namorar a noite inteira e, entre um cochilo e outro, reconhecer Neil Young tocando no aparelho três em um.

Acordar ao meio-dia com uma fome de um mês.

Caminhar pela rua plana até a feira de domingo.

Comer dois pastéis com caldo de cana.

A lembrança dessa felicidade vira-lata, que me inspira há tantos anos, vai durar para sempre.

Qual é o efeito terapêutico dos momentos felizes que acumulamos na vida?

O senso comum nos diz que eles só podem fazer bem.

Há quem se dedique a responder isso cientificamente.

A professora de psicologia Barbara Fredrickson, da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, tentou medir o valor dos pequenos prazeres.

Durante um mês, 86 voluntários relataram diariamente as emoções que sentiram, em vez de responder a questões genéricas, do tipo "Nos últimos meses, quanta alegria você sentiu?".

O resultado foi publicado no mês passado(julho/2010) na revista científica Emotion, publicada pela Associação Americana de Psicologia.

Quanto mais emoções positivas uma pessoa sentia a cada dia, mais acentuada era sua capacidade de se recuperar de situações difíceis ou estressantes, concluiu Barbara.

Pequenos momentos de prazer fazem florescer as emoções positivas.

Elas nos tornam mais abertos", diz Bárbara.

"E essa abertura para o mundo nos ajuda a construir recursos que favorecem a recuperação diante da adversidade, nos mantém longe da depressão e nos permite continuar a crescer."

Segundo o estudo, ninguém precisa adotar uma postura de Polyana e negar as decepções que a vida nos reserva.

Nem achar que a felicidade seja decorrente apenas dos momentos grandiosos.

As emoções positivas que produziram mais benefícios durante a pesquisa não eram derivadas de eventos extraordinários.

"É preciso valorizar os 'micromomentos' que podem produzir uma emoção positiva aqui ou ali", diz Bárbara.

Cada vez mais busco esses "micromomentos".

Quando minha filha me mostrou no sábado que já era grande o suficiente para deslizar sobre patins in-line, vivi um desses "micromegamomentos".

Ontem mesmo eu estava grávida.

Hoje ela já é essa menina apaixonante que, equilibrada sobre as rodinhas, alcança meu ombro.

Quanto vale olhar aqueles longos cabelos ao vento, aquela franjinha que encobre as sobrancelhas grossas e retribuir o sorriso mais sincero que já vi?

Como diz aquela propaganda de cartão de crédito, isso não tem preço."


CRISTIANE SEGATTO - Repórter especial da Revista Época