Como se atingiu essa construção?
Como um cometa impulsionando sua vida e sua carreira, num rastro de luz, levando você a um lugar só seu, à realização dos seus sonhos!
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Amor, Humor e Significado
Como se atingiu essa construção?
sexta-feira, 30 de março de 2012
O bambu chinês
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Esforço, eficiência e produtividade
Você trabalha, trabalha, trabalha, mas sua carreira não evolui.
O que você está fazendo de errado?
Ou de certo?
Talvez o problema seja confundir esforço, eficiência e produtividade.
Existe uma diferença entre esforço e eficiência.
O esforço é a causa; a eficiência é a consequência.
Alguém pode conseguir um ótimo resultado com pouco esforço, enquanto o colega não consegue nada, apesar de ser muito esforçado.
Se dividirmos o resultado obtido pelo esforço empregado, o quociente da divisão é o que se chama de produtividade.
Parece simples, só tem um probleminha: de modo geral, pode-se dizer que as empresas tendem a valorizar mais o esforço aparente do que a produtividade concreta.
Isso significa que alguém entra e sai no horário certo, não fica na empresa nem um minuto depois do expediente, não trabalha em fins de semana e não leva trabalho para casa pode ser tremendamente produtivo.
Mas, mesmo assim, acaba perdendo na comparação com um funcionário menos produtivo, mas que se dedica 24hs por dia para a empresa.
Esse funcionário super esforçado é avaliado como comprometido e altamente motivado.
Para ele, a família não existe.
O importante é a empresa.
Já para o funcionário produtivo, existe uma vida fora da empresa.
E ele consegue ter mais tempo para a família exatamente por ser produtivo.
Então, aonde está o probleminha?
Na percepção das pessoas.
Tem uma regrinha que diz que, se um funcionário for rápido e eficiente, todo mundo irá pensar que o trabalho era fácil e ninguém dará o devido valor.
Não por acaso, o tipo de funcionário que as empresas mais apreciam é o produtivo que parece esforçado.
Livro: Super dicas para impulsionar sua carreira
Max Gheringer
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Qual o tempo mínimo que se deve permanecer em um emprego?
Deixando a situação acima de fora, existem alguns pontos que precisam ser ponderados, pois o atual movimento de expansão vivido pelo mercado brasileiro tem oferecido aos profissionais uma gama de oportunidades, por vezes muito tentadoras.
A principal questão é que quando se fala em carreira, em tese trata-se de planos de longo prazo e, muitas das atitudes que jovens profissionais e executivos têm tomado são decisões, mais do que deveriam, com foco no curto prazo.
É conhecido no mercado de trabalho, no entanto, que as três principais razões que levam um profissional a mudar de emprego são:
A questão é que em um determinado momento, ao se realizar análise curricular mais cuidadosa, a grande interrogação que fica é se o profissional tem capacidade ou competência para permanecer por períodos mais longos dentro da organização.
Há uma tendência forte, principalmente de profissionais mais jovens, de ignorar o fato de que uma carreira precisa ser construída em base sólida, uma vez que dura, em média, 30 anos e não 30 meses.
Já é possível observar diversas manifestações explícitas de empresas que optam por profissionais mais experientes com o objetivo de mitigar o risco quanto a permanência do profissional na empresa.
Não se trata de permanecer 20 anos na mesma empresa – fato, entretanto que não é mal visto desde que se perceba evolução do profissional ao longo dos anos -, mas é primordial permanecer tempo suficiente para completar um ciclo e ser avaliado pelo resultado.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Esgotamento

As Fases do Esgotamento pelo Stress no TrabalhoO stress, um mecanismo de defesa do corpo, quando mantido em funcionamento por muito tempo desencadeia inúmeros problemas, tanto físicos quanto psicológicos.O presente artigo traz uma lista de sintomas de cada fase do stress. | |
Um profissional de qualquer área, principalmente das que exigem maior responsabilidade ou maior volume de trabalho, está fortemente sujeito aos maléficos efeitos do stress.
Estes podem ser facilmente percebidos em um grande número de profissionais de várias áreas como TI, gerência, CEO, empresários, empreendedores e etc.
Funções que exigem grande responsabilidade e por isto grande pressão podem ser uma potencial fonte de stress.
Contudo, mesmo profissionais com cargas de trabalho menores ou funções consideradas menos estressantes podem adquirir stress.
Sendo assim eles dividiram o processo de esgotamento em 12 estágios (a ordem em que aparecem no texto não necessariamente é a ordem em que se manifestam nas pessoas).
- Necessidade de se afirmar
No começo, verifica-se com frequência uma ambição exagerada. Ânsia por fazer as coisas, interesse e desejo de se realizar na profissão transformam-se em obstinação e na compulsão por desempenho. É preciso provar constantemente aos colegas – e, sobretudo, a sí mesmo – que faz o trabalho muito bem e que é plenamente capaz.
- Dedicação intensificada
Para fazer juz às espectativas desmedidas, vai-se um pouco além e se intensifica a dedicação. Delegar tarefas torna-se cada vez mais difícil. Em vez disto, predomina o sentimento de que tem de fazer tudo sozinho, até para demonstrar que é imprescindível.
- Descaso com as próprias necessidades
Práticamente todo o tempo disponível é reservado para a vida profissional. Outras necessidades, como dormir, comer ou encontrar-se com amigos são descartadas como fúteis. Atividades de lazer perdem o sentido. A pessoa justifica para sí mesma a renúncia como desempenho heróico.
- Recalque de conflitos
Percebe-se que alguma coisa não vai bem, mas não se enfrenta o problema. Confrontá-lo pode deflagrar uma crise e, por isso, o problema é visto como uma ameaça. Os primeiros problemas físicos começam a aparecer.
- Reinterpretação dos valores
Isolamento, fuga dos conflitos e negação das próprias necessidades modificam a percepção. O que antes era importante, como amigos ou passatempo, sofre uma completa desvalorização. A única medida da própria relevância e da auto-estima é o trabalho. Tudo o mais é subordinado a esse objetivo. O embotamento emocional é visível.
- Negação de problemas
O principal sintoma desta fase é a intolerância. Os outros são percebidos como incapazes, preguiçosos, exigentes demais ou indisciplinados. Predomina o sentimento de que os contatos sociais são quase insuportáveis. Cinismo e agressão tornam-se mais evidentes. Eventuais problemas são atribuidos exclusivamente à falta de tempo e à jornada de trabalho, e não à transformação pela qual se está passando.
- Recolhimento
Os contatos sociais são reduzidos ao mínimo. Vive-se recolhido, com a crescente sensação de desesperança e desorientação. No trabalho, “faz-se estritamente o necessário”. Nesta fase, muitos recorrem ao álcool ou às drogas.
- Mudanças evidentes de comportamento
Agora, é impossível para os outros não perceber a transformação pessoal. Os outrora tão dedicados e ativos revelam-se amedrontados, tímidos e apáticos. Atribuem a culpa ao mundo à sua volta. Interiormente sentem-se cada vez mais inúteis.
- Despersonalização
Nesta fase, rompe-se o contato consigo próprio. Ninguém mais parece ter valor, nem o próprio afetado nem os outros, as necessidades pessoais deixam de ser percebidas. A perspectiva temporal restringe-se ao presente. A vida é rebaixada ao mero funcionamento mecânico.
- Vazio interior
A sensação de vazio interior é cada vez mais forte e mais ampla. A fim de superá-la, procura-se nervosamente por atividades. Surgem reações excessivas, como intensificação da vida sexual, alimentação exagerada e consumo de álcool e drogas. Tempo livre é tempo vazio, entorpecido.
- Depressão
Aqui, sindrome do esgotamento equivale a depressão. A pessoa se torna indiferente, desesperançada, exausta e não vê perspectivas. Todos os sintomas dos estados depressivos podem se manifestar, desde a agitação até a apatia. A vida perde o sentido.
- Síndrome do esgotamento profissional
Este estágio corresponde ao total colapso físico e psíquico. Quase todos os afetados pensam em suicidio e não são poucos os que a ele recorrem. Pacientes neste estado constituem casos de emergência: precisam de ajuda médica e psicológica o mais rápido possível.
Este artigo também pode ser lido no link http://www.visaoilimitada.com/observatorio/as-fases-do-esgotamento-pelo-stress-no-trabalho/
Referência:
Revista Viver Mente e Cérebro nº7 pág:23 a 29
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Elogio

Estudos recentes mostram que,
assim como dizer “Bom dia”,
os elogios podem fazer a diferença entre um ambiente de trabalho criativo e outro não.
Não tem quem não goste: de um elogio.
Hoje já se sabe que o efeito é transformador e muda o comportamento.
Algumas empresas já perceberam isso.
Uma pesquisa inglesa comprovou: nas empresas onde o elogio é incentivado, o ambiente de trabalho melhora e até a produção aumenta.
No Brasil, a idéia começa a ser discutida.
Uma frase curta tem poderes mágicos: “Bom dia”.
Os especialistas em recursos humanos dizem que o cumprimento não é só formalidade, mas o primeiro passo para um bom trabalho de equipe.
“Se é confortável, até sua produtividade fica mais evidente.
Você se sente confortável para ter idéias e levá-las às pessoas, porque você percebe que o ambiente é amistoso”, explica a consultora de recursos humanos Regina Gonçalves.
Estudos recentes mostram que, assim como o “Bom dia”, os elogios podem fazer a diferença entre um ambiente de trabalho criativo e outro não.
Uma pesquisa feita na Inglaterra mostrou que elogiar o esforço costuma dar melhores resultados do que enaltecer outras qualidades como a inteligência, a beleza ou a formação de uma pessoa.
Mas, para dar certo de verdade, o elogio precisa ser sincero e de preferência não vir da avaliação de uma pessoa só, no caso o chefe.
Bom é quando ele expressa a opinião do grupo.
“O elogio bem feito diz para a equipe o que o chefe ou aquela organização quer das pessoas.
Uma pessoa sem receber crítica ou sem receber elogio é uma pessoa sem rumo dentro da organização.
Ela não sabe se está fazendo o trabalho dela bem feito, não sabe se é aquilo que a empresa espera dela”, reforça Dimas Facioli, especialista em RH.
Estudantes de Franca, no interior de São Paulo, pintaram a cara e saíram às ruas para pedir que as pessoas elogiem mais.
Aonde chegam os alunos começam uma corrente de elogios.
O resultado é surpreendente.
A vendedora Ida Oliveira adorou: “Deixa a gente mais alegre”.
O motivo fica claro na hora, e a chefe admite: “No meu dia a dia eu costumo criticar mais, infelizmente”.
Uma dica para os chefes: critique em particular, elogie em público, mas sempre com critério.
Quando junto, o elogio é, antes de tudo, uma ferramenta a serviço de um bom líder.
“A pessoa se defende toda vez que é criticada.
Mas toda vez que é elogiada, ela vai zelar cada vez por aquilo para se mostrar melhor”, diz a psicóloga Andrea Richinho Cruz.
“O funcionário toma uma iniciativa na qual ele sabe que ele agiu, mas ele nem esperava tanto aquele elogio.
Aquela é a hora certa, principalmente quando ele está um pouco desmotivado, quando ele está meio triste.
Aí você o traz para você e elogia.
É igual a um casamento.
Você está longe da esposa há muito tempo, você vê que ela está triste e traz um elogio para ela ficar feliz e alegre.
Na empresa dá certo, sem sombra de dúvida”, compara o gerente de loja Rogério Peixoto.
Para os especialistas, o elogio nunca foi hábito na cultura empresarial brasileira.
Por isso, o reconhecimento pelo trabalho bem feito é tão difícil.
Reportagem da manhã do última dia 20/05/11 do Jornal Bom Dia Brasil da Rede Globo de TV.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Mulheres lidam melhor com stress no trabalho!

Resgatei num site que visito com certa frequência uma matéria bem atual e verdadeira de Juliana Falcão, segue o texto:
"Dar atenção aos filhos, ser boa esposa, arrasar no mercado de trabalho...
Essa versatilidade está mexendo e muito com os aspectos físicos e psicológicos das mulheres.
Segundo pesquisa realizada pela ISMA-BR (International Stress Management Association), entidade que estuda o estresse e suas formas de prevenção, as mulheres estão sobrecarregadas de trabalho, sendo uma das principais causas do estresse que atinge 94% delas.
"Acredito que a mulher precisa estabelecer limites.
Só assim ela poderá encontrar tempo para ela e realizar atividades que lhe dão prazer.
Aprender a dizer ‘não’ é outra habilidade que a mulher precisa desenvolver.
Ela sempre quer fazer tudo para todo mundo", comenta Ana Maria Rossi, presidente da associação.
Para Ana Maria, mulheres que trabalham no setor financeiro, de telemarketing ou que não estão em suas áreas de atuação estão mais sujeitas ao estresse.
"A raiz desse mal é a sobrecarga de trabalho.
A mulher pensa que precisa fazer tudo o que aparece pela frente para provar sua competência, na ânsia de mostrar que pode tanto quanto os homens", comenta.
"Além disso, cumprem diariamente uma dupla jornada, que inclui os afazeres domésticos."
Por outro lado, a pesquisa também revelou que o público masculino não quer comprovar sua eficiência e considera outros aspectos como estressantes, entre eles, as chances de se manter na empresa e de receber promoções.
"Estes fatores causam preocupação em 91% dos homens", diz a presidente.
Outro fato importante é que a mulher tem habilidade de se envolver em várias atividades diferentes e apresenta mais riscos de problemas de saúde quando não recebe o tão esperado reconhecimento.
"Curiosamente, elas têm mais responsabilidade do que os homens e apresentam dificuldades na hora de delegar tarefas.
Ao mesmo tempo, os estudos comprovaram que o homem morre sete anos antes do que a mulher e passa mais tempo internado por problemas crônicos", comenta Ana Maria.
Mesmo com todas estas diferenças, a pesquisa da ISMA-BR comprovou ainda que, apesar de a mulher sofrer mais de estresse, ela lida melhor com a situação por quatro motivos:
1) Elas têm mais facilidade para verbalizar suas emoções, enquanto o homem tende a engarrafá-las.
2) Elas têm maior consciência das suas condições físicas e emocionais, buscando ajuda logo nos primeiros sinais do sintoma.
Já o homem vai ao médico 35 vezes menos do que a mulher e quando procura o especialista, o caso já virou doença.
3) Por conta da gravidez, a mulher tende a praticar mais atividades de relaxamento.
É algo instintivo.
4) E, por último, a mulher tem mais fé e não tem vergonha de assumi-la.
Com isso, se sente mais amparada e apresenta melhor qualidade de vida.
O homem, por sua vez, acha que não precisa disso, que ele se basta.
Por Juliana Falcão (MBPress)
http://vilamulher.terra.com.br/mulheres-lidam-melhor-com-o-estresse-5-1-37-601.html
sábado, 21 de maio de 2011
Stress no Trabalho
O problema de stress no trabalho atinge o mundo inteiro em diferentes níveis, alarmando cada vez mais os profissionais de saúde.
Uma pesquisa publicada na Grã-Bretanha mostra que o stress leva os empregados de empresas a faltarem cada vez mais ao trabalho, ou seja, quanto maior o nível de stress, maior a tendência de faltas no trabalho.
O stress costuma ser mais intenso entre pessoas na faixa etária de 35 a 44 anos. O problema aumenta ainda mais entre pessoas que permanecem no mesmo emprego por muito tempo, dado que atividades continuadas e sem mudanças ou desafios costumam aumentar o nível de stress.
Os mais estressados na Grã-Bretanha estão na enfermagem e no magistério. A pesquisa recomenda que os gerentes das empresas “elogiem e recompensem” seus funcionários ao invés de puni-los, para que o estresse no ambiente de trabalho diminua.
Outra pesquisa, realizada pela Fundação Britânica para o Coração – British Heart Foundation – mostra que o risco de doenças cardíacas é maior do que se esperava para as mulheres que levam vida sedentária. O estresse no trabalho, a depressão e a falta de alimentação adequada são os principais fatores que levam a ataques cardíacos.
De acordo com a Fundação, o estresse no trabalho – que afeta pelo menos um terço dos homens e mulheres – e a depressão podem prejudicar o coração, mas muita gente acaba piorando as coisas ao tentar buscar alívio. “Fumar, consumir bebidas alcoólicas, alimentos gordurosos, e passatempos como assistir à TV, infelizmente são fatores de risco que podem aumentar maciçamente o risco de problemas cardíacos”, disse o Professor Andrew Stepped, indicado pela Fundação Britânica do Coração para participar do estudo.
“Ficar se apressando para ir ao trabalho no dia a dia não é suficiente. Não é que as pessoas têm que começar a jogar squash imediatamente. Ir a pé de casa até a estação de trem e voltar de novo pra casa a pé podem dar às pessoas a meia hora de exercício físico diário de que elas precisam”, disse uma porta-voz da Fundação.
Uma rotina de trabalho estressante pode ser a causa da dor nas costas de muitas pessoas. Um estudo da Universidade do Estado de Ohio mostra que as pessoas estressadas acabam usando os músculos errados na hora de pegar objetos.
Como é possível observar, são muitas as razões para ter cuidados especiais com a saúde, buscando amenizar os efeitos do stress no ambiente de trabalho, stress este que algumas vezes se mostra inevitável. Ele é um dos motivos que levam as empresas a contratar psicólogos para tornar o ambiente de trabalho menos hostil, e, portanto, menos estressante.
Carine Eleutério – Psicóloga CRP 06074/11
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Eu não mato o trabalho, o trabalho é que me mata!

Selecionei um texto de Cristiane Segatto que faz pensar sobre o peso de cada trabalho em nossas vidas e o que se faz para se manter o emprego e a remuneração!
É o tipo de matéria que sempre faremos associações com algum caso de alguém que conhecemos!
"Adoro camisetas dessas que trazem frases sintéticas que são verdadeiros manifestos.
Elas vão direto ao ponto, gritam mensagens e sentimentos que grudam nos nossos neurônios feito chiclete.
O equivalente moderno desse meio de comunicação rebelde é o Twitter.
No espaço de poucos caracteres alguém esperneia, berra, reflete com inteligência e bom humor.
O mundo lê e se identifica.
Assim como os bons tweets, algumas camisetas são simplesmente geniais.
Há alguns meses entrei com a minha filha numa loja moderninha instalada no espaço estreito que já foi uma garagem.
Uma camiseta trazia a estampa de uma lousa com giz e apagador.
No quadro negro, a frase:
A frase é das boas: politicamente incorreta e instigante.
Por mais que eu considere a educação um patrimônio gigantesco e um valor fundamental é preciso reconhecer que o processo de aprendizagem é doloroso.
Na maioria das vezes, ser aluno dói.
É ser obrigado a cumprir uma rotina que não escolhemos, a aprender conteúdos que parecem inúteis e são esquecidos tão logo o bimestre acaba e a encarar chateações de todo tipo.
O desabafo da camiseta faz ainda mais sentido para as crianças da geração da minha filha do que faria para mim quando eu tinha os 10 anos dela.
Algumas escolas e professores até que se esforçam, mas, na maior parte dos casos, as aulas são maçantes para a geração que já nasceu digital.
O mundo mudou, mas o script da vida escolar continua praticamente o mesmo: lousa, apagador, alunos sentados, professor em pé, ouvir, escrever, fazer lição de casa.
Para muitos alunos, escola é o próprio tédio.
Esses garotos não matam aula.
Estão lá.
De corpo presente, mas dispersos.
É a aula que os mata.
Fiquei pensando em que medida esse sentimento (de estar presente, mas incomodado ou infeliz) nos persegue desde a escola até a vida adulta, quando entramos no mercado de trabalho.
Se o trabalho é fonte de tristeza, que danos emocionais pode causar?
Lembrei de alguém que poderia me dar boas pistas.
No final do ano passado, assisti em Fortaleza a uma palestra do psiquiatra Duílio Antero de Camargo, durante o Congresso da Associação Brasileira de Psiquiatria. Depois de conversar com ele nesta semana, fiquei convencida de que grande parte dos trabalhadores (talvez a maioria) tem vontade de gritar: “Não mato o trabalho. O trabalho é que me mata”. Se esse é o seu caso, mãos ao Twitter.
Um dos campos de pesquisa de Duílio é o presenteísmo.
Esse é um termo que significa “estar presente no trabalho, mas com um sintoma leve de alguma doença ou distúrbio”.
A pessoa não falta, mas trabalha doente.
Não é só o trabalhador que perde com isso.
A empresa também perde.
Ele é um dos especialistas do setor de psiquiatria do trabalho do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo.
O presenteísmo é um problema conhecido pelos profissionais de recursos humanos e pelos médicos do trabalho.
A maioria deles, porém, se preocupa mais com os fatores ambientais que provocam mal-estar e doenças: ergonomia, calor, segurança do trabalho etc.
Duílio decidiu investigar um campo pouco explorado.
Ele pesquisa os problemas emocionais e os transtornos psiquiátricos originados no trabalho.
Está lançando o livro Psiquiatria ocupacional, pela Editora Atheneu.
Os transtornos mentais (entre eles, os depressivos) já são a terceira causa de afastamento do trabalho no Brasil.
Ficam atrás apenas dos acidentes e das lesões conhecidas como LER/Dort, o conjunto de doenças provocadas pelo esforço repetitivo.
Na região sudeste, os transtornos mentais ocupam o segundo lugar.
“A maioria das empresas trabalha com metas e impõe cobranças radicais.
A pressão exagerada por produtividade e o excesso de tensão provocam problemas emocionais que podem desencadear transtornos mentais graves”, diz Camargo.
A coisa é mais ou menos assim: o funcionário trabalha num ritmo insano, enfrenta pressões e acostuma-se a ouvir reclamações constantes da chefia em reuniões constrangedoras.
Passa anos nesse ritmo como se esse fosse o ambiente natural de sua profissão.
Não reclama, por medo de perder o emprego ou porque não quer ser considerado um fraco.
Até que um dia os problemas emocionais começam a aparecer.
Pode ficar ansioso, meio deprimido ou sentir medo.
Se isso durar um dia ou outro e não atrapalhar a vida do sujeito, significa que ele ainda não está sofrendo de uma doença psiquiátrica.
Mas se a ansiedade, a depressão e o medo perdurarem e começarem a provocar problemas físicos (taquicardia, hipertensão, dores de cabeça, insônia, por exemplo) pode ser o sinal de que um transtorno mental está instalado.
Esse é um terreno fértil para uma série de males, entre eles transtorno do pânico, depressão, transtornos do sono, síndrome de burnout (esgotamento total) etc.
Você reconhece essa descrição?
Aí no seu trabalho tem alguém que passou por isso?
Infelizmente essa é uma situação corriqueira.
...
Duílio e outros profissionais procuraram estabelecer aquilo que se chama nexo causal. Ou seja: de que forma a situação vivida no trabalho pode ter provocado o dano observado.
A depressão do sujeito foi disparada pelo chefe ou pelo casamento ruim?
Pelo assédio moral na empresa ou por sua condição sócio-econômica?
No livro, Duílio apresenta um questionário que ajuda o médico do trabalho, os psiquiatras e os peritos a fazer essa distinção.
...
Será que é tão difícil construir um ambiente profissional saudável?
É natural que o relacionamento entre chefes e subordinados seja conflituoso.
Ele envolve relações de poder e uma convivência forçada entre pessoas que não se escolheram.
Se homens e mulheres que se casam apaixonados e de livre e espontânea vontade às vezes brigam como cães e gatos, o que esperar da relação entre chefes e funcionários?
Acho que uma regra básica do bom senso deveria prevalecer: não faço aos outros aquilo que não gostaria que fizessem a mim.
Essa norma simples já seria capaz de evitar muito do desrespeito e dos danos emocionais que ouvimos por aí.
...
Há saída? Segundo Duílio, as empresas precisam ser sensibilizadas e criar programas preventivos.
Isso significa avaliar a saúde mental dos funcionários por meio de questionários e testes e ensinar as pessoas que ocupam cargos de chefia a lidar com emoções.
“Não adianta tentar mexer na base.
Quem tem o poder é que precisa aprender a lidar com gente e a zelar pela saúde mental de todos”, diz Duílio.
Os danos emocionais são especialmente perversos quando acometem os profissionais que ganham os menores salários.
Aqueles que estão indefesos, sem a menor condição de pagar uma psicoterapia ou um tratamento psiquiátrico.
Os profissionais mais qualificados têm a chance de colocar na balança as perdas e os ganhos que cada empresa oferece.
Vale a pena batalhar, se destacar, competir, suportar todas as pressões, conquistar um salário invejável -- e depois torrá-lo na terapia ou no psiquiatra?
Conheço vários profissionais, de diferentes áreas, que estão nesta situação.
E outros que ainda não procuraram ajuda, mas deveriam.
CRISTIANE SEGATTO
Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde 1998.
Escreve sobre medicina há 15 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Dinheiro não traz felicidade, mas aplaca os nervos!

Aproveitando o tema Felicidade x Dinheiro da postagem de ontem, (e pedindo segredo de Estado para as minhas mais íntimas confissões abaixo....rsrsrs), e porque ando numa maré de pensar muito a respeito das seguintes opções:...

Como:
-Viver mais simples...
-Viver com menos...
-Cortar gastos...
-Reduzir gastos com cartão de crédito...
-Ter prazer, lazer, diversão sem ter despesas...

Ou Como:
-Sobreviver as fusões, aquisições, mudanças organizacionais...
-Obter aumento de salário....
-Ser promovida ao cargo justo à experiência e competência..
-Ser valorizada...

Como:
-Aumentar seus rendimentos se as duas alternativas anteriores não se concretizarem...
-Ter um plano B...
-Manter um networking sólido...
-Ter saúde, discernimento e força, sempre, para vencer cada obstáculo com fôlego, criatividade, bom humor e flexibilidade!

Coloquei na minha mesa de trabalho alguns imãs, fotos e recortes de jornais relacionados ao tema para me fazerem meditar sempre!!!
- Coloquei fotos das minhas filhas para lembrar a todo momento do PORQUE e PARA QUE preciso seguir meu caminho de conquistas e de evolução;
-Fiz um altar com:

-miniaturas de imagens dos meus santinhos de devoção(NS Fátima, São Padre Pio,São Jorge, São Judas Thadeu, São Francisco de Assis),
-com relíquias de Roma e de Padre Pio de Pietrelcina,
- mini-terço
-e ganhei dos meus colegas de trabalho mais de 20 orações com imagens de Santas e de Santos (N S Desatadora dos Nós, N S das Cabeças, Santo Expedito, Santa Therezinha, Santa Rita, N S das Graças, Sto Antônio,etc).
Com Fé tudo é possível, e quem trabalha em suporte à Produção de Sistemas Muito Críticos ao Negócio da Empresa, 24 x 7 (24hs por dia, 7 dias na semana), vive momentos de muita pressão e de muita urgência, que só com muita Fé e conhecimento de processo, para rápida tomada de decisão, para trasnformar o impossível em possível! E de VERDADE, Milagres Acontecem!
-Coloquei fotos de profissionais que são meu benchmark, profissionais e pessoas brilhantes que atingiram seus objetivos;

-Coloquei na minha gaveta da baia exemplares das Revistas Exame e Você SA, com cases de sucesso profissional, para ler em momentos em que tudo fica difícil e ter certeza de que tudo é possível!


-Coloquei meus sonhos de 2011 e meu projeto de Emagrecer também na 2a. gaveta, para situações de SOS! Pois não posso e não devo me desviar dos meus objetivos de vida!


-Preguei na baia a seguinte frase:
mas aplaca os nervos!
Mas vamos combinar que tudo isso que disse acima é segredo entre amigos, ok?
quinta-feira, 12 de maio de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
Não jogue veneno no sangue!
Semana passada, navegando pelo mundo dos blogs, cheguei a um blog que muito me chamou a atenção pela identificação com as postagens!
A Lena do Amadeirado consegue se expressar muito bem, em seleção de textos e citações, e me deixou extasiada!
Passava de uma postagem a outra, me deliciando com o que estava lendo!
Cheguei nessa postagem em especial e decidi que precisava registrar isso no Projetando Pessoas, pedi sua autorização e aqui está a divulgação desse texto de autoria da Cristiane Segatto, repórter especial de assuntos de saúde da Revista Época(matéria publicado em novembro de 2010) e desse blog muito especial!
Parabéns Lena, pela autoria do blog e seleção desse texto!
Parabéns Cristiane, pela autoria do texto!
"Nesta semana, lembrei de uma frase que ouvi do paulistano Luiz Carlos de Oliveira há alguns anos.
Em 2001, ele era um faz-tudo numa produtora de comerciais de TV: escolhia os objetos usados nas filmagens, selecionava o elenco, dirigia as cenas.
Nos momentos de tensão, lançava um bordão inconfundível: "Calma, não jogue veneno no sangue".
Tentava chamar atenção para o fato de que o estresse é um veneno.
Um veneno mortal.
Esse conselho pode parecer o mais surrado dos tópicos de autoajuda.
Vindo de quem veio, porém, adquiriu para mim outro significado.
Quando o entrevistei, Luiz era a história viva da aids.
Era um caso singularíssimo.
Infectado no início dos anos 80, um tempo em que a doença matava em questão de meses, Luiz sobreviveu a inúmeras crises e às mais chocantes demonstrações de preconceito que os primeiros doentes enfrentaram.
Sem trabalho, perambulou pelas ruas e encarou a morte várias vezes.
A incrível história desse sobrevivente você pode ler aqui.
Não tenho notícias recentes dele, mas espero que continue por aí, repetindo seu bordão aos quatro ventos.
Não é difícil imaginar quantas situações estressantes Luiz enfrentou em décadas de convivência com o HIV e, principalmente, com a sociedade alarmada pelo HIV.
Foi capaz de sobreviver a tudo.
Nas horas vagas, relaxava abraçando árvores no Parque do Ibirapuera. Acreditava que elas lhe emprestavam energia vital.
Não aceitava "jogar veneno no sangue" por mixaria.
A grande arte no controle do estresse é saber identificar o que é mixaria.
Superestimar a importância das pequenas chateações e dos pequenos acidentes de percurso faz a mente e o corpo sofrer.
Nos últimos anos, surgiram várias evidências científicas capazes de indicar como o stress altera a fisiologia do organismo.
Li recentemente um estudo interessante, realizado pela equipe do psicólogo Andy Martens, da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia.
O trabalho procura apontar de que forma a autoestima e o stress afetam o coração. Participaram da pesquisa 184 voluntários.
Um grupo recebeu uma avaliação falsa sobre sua inteligência e sobre sua personalidade.
O objetivo era elevar ou reduzir a autoestima dos participantes.
Os voluntários do outro grupo anotaram, durante duas semanas, qual era a sensação deles em relação à própria autoestima.
Se ela estava alta, baixa ou média.
Em seguida, os cientistas observaram a atividade do tônus vagal cardíaco de todos os participantes.
Por meio da análise do tônus vagal é possível saber de que forma o sistema nervoso parassimpático influencia o coração.
Complicado, né?
Calma que eu já traduzo: existem dois sistemas nervosos autônomos.
O simpático e o parassimpático.
Eles têm funções contrárias.
O sistema simpático acelera demasiadamente as batidas do coração quando estamos diante de uma ameaça e precisamos fugir.
O sistema parassimpático é aquele que reduz o ritmo cardíaco e nos ajuda a relaxar depois que o perigo já passou.
Nas pessoas cronicamente estressadas, o sistema parassimpático não funciona bem.
Ele fica hipoativo.
Isso pode provocar doenças cardíacas e autoimunes.
Nos voluntários com autoestima mais elevada havia também mais atividade do tônus vagal cardíaco.
Isso é um bom sinal.
Indica que o sistema parassimpático funcionava bem.
Esse é o primeiro estudo que conseguiu mostrar que uma mudança na autoestima é capaz de produzir uma mudança fisiológica imediata.
O trabalho é um passo a mais na tentativa de explicar as relações entre autoestima e saúde.
Para elevar a autoestima não basta tentar pensar positivamente.
O mais importante, segundo os pesquisadores, é estar cercado por pessoas (amigos, parentes, chefes) que reforçam a nossa autoestima com comentários positivos.
Baixa autoestima não provoca apenas tristeza.
É um sinal de que o corpo está sofrendo.
Isso pode ter sérias implicações.
Muitas vezes, a baixa autoestima produz stress crônico.
Ele provoca uma descarga contínua e exagerada de adrenalina e noradrenalina que pode lesar o endotélio, a camada interior dos vasos e das artérias.
Não são raros os pacientes que infartam e morrem por stress, apesar de ter todo o resto dentro dos conformes (colesterol baixo, dieta equilibrada, peso adequado etc).
Se você não pretende morrer de raiva, é bom reavaliar de que forma lida com contrariedades.
Chefes sabotadores da autoestima da equipe existem aos montes.
Nas piores e nas melhores empresas.
Sabe-se lá por quais razões estão sempre prontos a estimular o subordinado a perder a fé em seu talento e em sua capacidade.
Há mulheres, maridos, namorados e namoradas que também fazem isso.
Só se sentem seguros se o parceiro perder a própria segurança.
É preciso saber filtrar essas mensagens ou, simplesmente, deixar essa gente falando sozinha.
Gente assim pode roubar-lhe muito.
Pode roubar o seu coração.
Cristiane Segatto
Lena - http://amadeirado.blogspot.com//
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Gentileza no Trabalho
imagem obtida na internetLUIZ GABRIEL TIAGO é autor do blog Gentileza no Trabalho.
Não o conheço pessoalmente, mas recomendo a visita ao blog e também conhecer seus livros/artigos publicados.
Transcrevo aqui um trecho copiado do blog Gentileza no Trabalho, do autor Luiz Gabriel Tiago:
" Acredito na capacidade do ser humano de gerar sentimentos positivos com seu próximo e ter a habilidade de colocá-los em prática.
Todos nós temos que conhecer a definição da palavra “empatia” e colocá-lo em prática, pois muitas coisas se tornam mais fáceis quando conseguimos nos colocar no lugar dos outros.
Isso pode acontecer dentro de casa (com os familiares), na rua (com os amigos) e no trabalho.
Esse último ambiente é muitíssimo favorável à desunião e proliferação de atos daninhos e prejudiciais ao nível de estabilidade emocional dos indivíduos, principalmente por passarmos a maior parte de nossas vidas no ambiente de trabalho.
Portanto, o convívio com os colegas pode se tornar desgastante como qualquer outro tipo de relacionamento, pois o hábito de nos relacionarmos constantemente nos “isenta” às vezes de respeito, consideração e cordialidade.
Qualquer sujeito se rende a pessoas que conseguem sorrir e ver a beleza nas coisas mais simples.
A mais intolerante das criaturas acaba sendo vencida pelo cansaço por aquela que se mostra determinada, segura e com bastante leveza de espírito.
Por isso defendo o conceito de resiliência e almejo que seja trabalhado em todas as empresas que existem.
As pessoas precisam ser capazes de superar os obstáculos e continuar lutando para alcançar seus objetivos.
Assim sendo, nos tornamos vulneráveis e podemos, sem querer, acabar criando um local de trabalho sem harmonia e com uma energia pesada.
...
Não é correto querer crescer e aparecer à custa daqueles que se dedicam de corpo e alma por uma vida profissional decente.
A dignidade começa quando somos capazes de agir com retidão e ética.
...
Todos nós somos inteligentes e capazes de desenvolver várias habilidades, principalmente a humildade e gentileza.
O início pode ser complicado, mas vale à pena tentar.
É gratificante a sensação de que pode ter feito algo e realizado bem suas atividades, além de colaborar para o crescimento de alguém.
Quero dizer que “gentileza deve gerar gentileza” (já dizia o Profeta)!
Basta olhar para o outro como se fosse alguém muito especial e que possui sentimentos (quem não os tem?).
Também não precisa ser do tipo piedoso que permite tudo e nunca revida as ofensas.
O ideal é não procurar uma posição de defesa ou se fazer de coitado.
Todos têm que mostrar a verdade através do trabalho bem feito e do bom relacionamento com os demais.
Afinal de contas, ninguém precisa ter sangue de barata o tempo todo.
Vamos pregar a paz dentro das corporações e evitar a raiva.
É muito melhor compartilhar de momentos agradáveis do que se estressar e contribuir para péssimas horas de relações interpessoais.
O processo de desenvolvimento harmônico deve começar dentro de nós mesmos.
Não devemos esperar uma atitude alheia como se os outros que tivessem que tomar a partida sempre.
Dê o pontapé inicial e inicie uma campanha de boa educação e afabilidade.
Vamos fazer de tudo para criar amizades e relacionamentos saudáveis no setor em que trabalha, perguntar ao colega como foi o seu dia, se dormiu bem, agradecer, desejar bom trabalho e dar os parabéns por algo realizado com esmero e dedicação!
Agradecer e pedir algo com o bondoso "por favor" também enobrece e dignifica pequenos gestos.
Entre outras coisas que podem ser ditas, podemos levantar os ânimos das pessoas, descontrair e saber impor limites sem abusar da confiança.
Todo ser humano sabe até onde pode ir num contato com os outros sem extrapolar o bom senso e ferir a intimidade, mesmo porque as pessoas precisam saber separar e dividir o profissional da empresa do sujeito como pessoa.
...
Os seres humanos têm sentimentos, não são irracionais (tem gente que não consegue pensar muito não).
Sofrem, choram, têm problemas, têm família e é muito difícil desvincular o lado pessoal do profissional.
Todos nós já tivemos momentos muito ruins e fomos ao trabalho cumprir nossa obrigação, mesmo com o desânimo mental nos forçando a ficar em casa e poder resolver as pendências.
O discurso inflamado dos teóricos que persistem na separação das "vidas" nem sempre pode ser aplicado.
Às vezes o problema é tão grave que não conseguimos deixá-lo do lado de fora da empresa.
Aonde formos ele (o problema) estará lá.
Sem querer ser pessimista, pois dissemino o altruísmo e positivismo, mas tento ser o mais realista possível para que todos entendam que não somos perfeitos e precisamos ainda de muito aprendizado.
A maturidade não é conquistada da noite pro dia, é um exercício contínuo e que exige muita habilidade.
Basta não se perturbar, pois levar os problemas conosco é normal e natural.
Ninguém está imune a intempéries e dificuldades.
...
Todo mundo tem o direito de chorar e se sentir frustrado durante o expediente!
Todos podem se ausentar um tempo para respirar e tomar uma água.
Nós que fazemos nosso tempo e sabemos quando é hora de arejar a cabeça.
Cabe ao bom líder saber conduzir com discernimento a situação e não produzir um sentimento de culpa em sua equipe, deixando o colaborador à vontade para se refazer e se sentir protegido pela empresa.
Afinal de contas, ninguém produz sem estar num estado de espírito harmônico e tranquilo.
A gentileza está inserida nesse contexto e quase ninguém conhece realmente seu significado.
Ser gentil requer bastante competência de se comunicar com bondade e caráter, esse último indispensável sempre.
A benevolência produz um efeito cascata em todos os setores da vida como o equilíbrio e bem estar, ratificando o que todo líder precisa saber e tirando as máscaras daqueles que insistem na falsidade e mediocridade.
A humanização do trabalho começa por aí e perfazendo um caminho de sucesso em toda a corporação, pois todos sentem a necessidade de comungar da mesma filosofia.
Falar a mesma língua no ambiente corporativo é fundamental para sedimentar bons relacionamentos interpessoais e contribuir para o desenvolvimento harmônico das atividades.
Como falei no início desse texto, a resiliência é uma competência admirável nos dias atuais, pois todos nós temos que ser capazes de transpor as adversidades e encará-las como forma de crescimento indiscutivelmente.
Devemos buscar forças para trabalhar com esmero e dedicação além de contribuirmos para o sucesso comum.
Se você é chefe, preste bem a atenção na próxima frase: se acha seu colaborador incapaz, treine-o!
Delibere atividades, descentralize o poder e tente.
Gerencie pessoas e os sentimentos para podê-los envolver na gestão dos processos e números.
Assim não sentirá algo vazio na jornada do dia e contribuirá para o sucesso coletivo.
Muitos esperam e dependem disso, pois o bom líder se sente atraído por aprender e depois obrigado a ensinar.
As equipes acabam se deteriorando e sendo exterminadas pelo fracasso na condução de mentes e sentimentos não entendidos.
Cada um faz parte de uma conjuntura e sistema indivisíveis na tangente da estabilidade emocional e pessoal.
Digo, cada pessoa reage a estímulos de forma diferente e as reações aos problemas são as mais diversas.
Não existe receita de bolo para isso muito menos um manual.
O que vale nessas horas é usar o bom senso e saber ser ponderado no contato com outras pessoas.
Reforço a comprovada teoria de que recebemos aquilo que damos e ninguém pode contestar isso.
Seja paciente, cauteloso e sensível aos que estão a sua volta e que, de certa forma, dependem de sua aprovação ou simplesmente de uma palavra amiga.
Um bom líder ou colega de trabalho precisa, em muitas das vezes, escutar mais do que falar.
(LUIZ GABRIEL TIAGO)






