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terça-feira, 12 de abril de 2011

Meditação


Não é o muito saber que sacia e satisfaz a alma,

mas o sentir e saborear as coisas internamente.

Inácio de Loyola

Há uns dois anos atrás conhecemos um casal durante uma viagem num feriadão.

De um rápido encontro estabeleceu-se uma nova amizade.

A minha nova amiga é acupunturista, é vegetariana, pratica meditação e curte as belíssimas montanhas mineiras, sua energia reconfortante e está em andamento com seu plano de ação de trocar a vida urbana, por uma vida no interior.

Nesse último final de semana tive o prazer de celebrar seu aniversário, saborear uma deliciosa feijoada vegetariana e conhecer seu espaço bucólico aonde pratica meditação. Também tive a oportunidade de conhecer seu círculo de amigos da meditação.

Eu confesso que sou elétrica demais e que apesar de já ter tentado, nunca consegui efetivamente meditar.

Meu coração dispara ao tentar ficar simplesmente ouvindo as batidas do meu coração.

Minha mente voa, ao tentar esvaziá-la.

Mas juro que estou decidida a me aperfeiçoar em técnicas, em concentração, em exercitar o silêncio e criar o meu momento de conversar comigo mesma.

Procuro exercitar essa concentração no meu momento diário da prece, onde deixo o meu coração falar com Deus de maneira simples, sem me preocupar com orações pré-estabelecidas.

Tenho o meu momento de falar, de me escutar, de pedir, de agradecer, de perguntar, de sentir e de silenciar.

Mas não consegui ainda esvaziar minha mente do turbilhão de pensamentos.

Procuro prestar atenção nos sentimentos que popularam meu dia: angústia, esperança, depressão, raiva, alegria, tristeza, medo, paz, inquietação, fé, dúvida, desconfiança, etc.

Peço sempre renovação de forças para continuar o meu caminhar.

Mentalizo sempre meu quadro de sonhos a conquistar/projetos a realizar.

Estou longe de proceder de forma adequada aos praticantes da meditação, mas do meu jeito procuro saborear, internalizar, vivenciar todas as melhores e não tão boas experiências do meu dia-a-dia e com boas vibrações me preparar para um novo dia!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Liberdade


Você venderia as cores do seu pôr-de-sol e o perfume de suas flores e o maravilhoso milagre de suas florestas por uma doutrina que não lhe permitisse dançar?

Helene Johnson

Você venderia?
Já vendeu?
Que tipo de doutrina aceitamos que nos diga que não temos valor se não estivermos nos matando de trabalhar?
Que tipo de doutrina deixamos que nos diga que fazer é mais importante do que ser?
Que crença aceitamos que sugira que, se não estivermos com pressaou correndo, somos insignificantes?
Não temos tempo para o pôr-do-sol, o perfume das flores ou "o maravilhoso milagre das florestas".
Nem sequer vemos o pôr-do-sol, as flores ou as florestas.
Essas coisas ainda existem?
Dançar, com certeza, deve ser algo para os pagãos que não têm que ganhar dinheiro.
Costumávamos dançar antes de nos tornar tão importantes.

Quando uma doutrina não se expressa como doutrina, mas é tida como realidade, não temos muita liberdade de escolha.

Extraído do Livro: Meditações para mulheres que fazem demais
Anne Wilson Schaef.


PS: Hoje fez sol? What a day!