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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Contentamento versus Desejo





Encha a tigela até a borda e ela transbordará.
Continue afiando a faca e ela ficará cega.
Corra atrás de dinheiro e segurança
e seu coração jamais ficará à vontade.
Deseje a aprovação das pessoas
e será prisioneiro delas.

O Tao



Fonte: 
Livro A Calma no Caos
Autor: Arthur Jeon
Ediouro



segunda-feira, 4 de junho de 2012

Quando a minha mente está calma!


foto google
Quando a minha mente está calma, eu acesso uma confiança que é descanso e proteção. 
Uma fé genuína na preciosidade da vida. 
Sinto que tudo em mim se reorganiza, silenciosamente, o tempo todo. 
Que isso tem mais a ver com o meu olhar, com a natureza das sementes que rego, do que eu possa perceber. 
Minha expectativa, tantas vezes ansiosa, de que as coisas sejam diferentes, dá lugar à certeza tranqüila de que, naquele momento, tudo está onde pode estar. 
Em vez de sofrer pelas modificações que ainda não consigo, eu me sinto grata pelas mudanças que já realizei. 
E relaxo.

 
Quando a minha mente está calma, eu acesso uma clareza que me permite sentir, com mais nitidez, que há uma sabedoria que abraça todas as coisas. 
Que o tempo tem uma habilidade singular para reinventar nosso roteiro com a gente, toda vez que redefinimos o que, de verdade, nos importa. 
Que há um contentamento perene no nosso coração. 
Um espaço de alimento amoroso. 
Uma fonte que buscamos raras vezes, acostumados a imaginar a felicidade somente fora de nós e a deslocá-la para distâncias onde não estamos.

 
Quando a minha mente está calma, os sentidos se expandem e me permitem refinar sensações e sentimentos. 
Posso saborear mais detalhes do banquete que está sempre disponível, mesmo quando eu não o percebo. 
Nesse lugar de calma e clareza, não há nada a desejar. 
Nada a esperar. 
Nada a buscar. 
Nenhum lugar onde ir. 
Eu me sinto sentada sob a sombra de uma árvore generosa, numa tarde azul sem pressa, os pássaros bordando o céu com o seu balé harmonioso. 
O meu coração é pleno, nenhuma fome. 
 
Plenitude não é extensão nem permanência: 
é quando a vida cabe no instante presente, 
sem aperto, 
e a gente desfruta o conforto de não sentir falta de nada.
 
 
Ana Jácomo